<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503</id><updated>2012-02-10T09:03:26.928-02:00</updated><title type='text'>DE PROFUNDIS</title><subtitle type='html'>Na escuridão da alma humana encontra-se a verdadeira luz.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-2371664572864267455</id><published>2010-04-19T23:34:00.000-03:00</published><updated>2010-06-20T14:29:32.734-03:00</updated><title type='text'>Pausa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/S_Si2RBkxQI/AAAAAAAAAYU/4UxawWMDWuE/s1600/pagode.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/S_Si2RBkxQI/AAAAAAAAAYU/4UxawWMDWuE/s200/pagode.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473178500328637698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cavaquinho e surdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas paradas que a gente dá de repente, ante uma provocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava aqui diante do computador, assitindo uma videoaula, assimilando teorias, conhecimentos... E me vi ante uma provocação: a valorização do profissional que sou, pela sociedade, por mim mesmo. Duro é pensar sobre si mesmo criticamente. Pior é pensar-se criticamente e ser pelo meio que se pretende modificar desvalorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, o que estou fazendo? Estudando para quê? Para perpertuar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus vivendi&lt;/span&gt; assim, mais ou menos, que só vai me mudar de cidade, se passar num outro concurso, mas sob condições profissionais semelhantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que motivação me leva ao comprometimento profissional? O estresse diário? Não. O pouco interesse das mentes às quais supostamente medio a aquisição de um suposto conhecimento? Não. Mas há algo, ainda há algo... Certamente não seria a necessidade de superação das dificuldades financeiras; essas todo mundo de alguma forma tem (todo mundo que tem uma profissão, digamos, não muito geradora de lucros). Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então continuei a observar a videoaula. Eis que foi citado um pensamento exposto no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gabriela, cravo e canela&lt;/span&gt;, que reflete o pensamento político da época de seu lançamento, mas que me ironicamente pareceu-me bem atualizado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E que é um professor, na ordem das coisas?&lt;br /&gt;Que tem o ensino a ver com poder?&lt;br /&gt;Como podem as palavras se comparar com as armas?&lt;br /&gt;Por acaso a linguagem já destruiu e construiu mundos?"&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;resposta que a mãe dá à filha quando esta lhe diz que vai casar-se com um professor&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que é o eu-professor, na ordem das coisas? E que eu sou, na ordem das coisas? Qual é mesmo essa ordem das coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até recorrer à historinha do menino que lança de volta à água as estrelas-do-mar amontoadas na praia, acreditando que pode fazer diferença ao menos àquela que lança - já que não pode salvar todas -, eu recorri.  Que otimista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes considero que refletir é prejudicial, sabe. A gente aprende na Academia que não, que é prática essencial e transformadora de realidades. A minha não se modificou... E quem formulou essa teoria já morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pergunto por que, ó Deus, enredei-me pelos caminhos crítico-sociais? Por que não me tornei burguês? E se não me tornei, por que diabos não vivo como muitos outros que também não se tornaram, não se interessam por reflexões transformadoras, e para quem a felicidade é garantir um "churrasco e pagode" todo fim-de-semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga, perdi a hora! Tenho que voltar aos estudos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-2371664572864267455?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/2371664572864267455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=2371664572864267455&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2371664572864267455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2371664572864267455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2010/05/pausa.html' title='Pausa'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/S_Si2RBkxQI/AAAAAAAAAYU/4UxawWMDWuE/s72-c/pagode.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-4189920968161627826</id><published>2008-11-03T23:51:00.007-02:00</published><updated>2008-11-04T23:54:08.748-02:00</updated><title type='text'>Fel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQ-ww6gzrDI/AAAAAAAAAM8/Gp_suFLNRJQ/s1600-h/flor_murcha%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264620843806469170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQ-ww6gzrDI/AAAAAAAAAM8/Gp_suFLNRJQ/s200/flor_murcha%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Meu camarada você me deve. Eu só tenho 6 conto! Paga o lanche. Bora tomar uma depois? Tu que me deve, como te pago? Cartão? Tá, eu pago. E aí, ele tá solteiro? Disse que tá. Acredito não. Disse que gosta do muleque lá. Mentira! Não gosta e não tá solteiro, porra! Foi o que ele disse, acredito no que disse. Grande amigo você, não é? Sempre soube que gostava dele e agora dá o maior apoio pro amigo da tua mulher? Se fuder ambos, beleza? Ambos, não. Os três! Ah, pára de show, rapaz. Usa meu cartão, seu bosta, assina aí, fica com ele, gasta com tua mulher, com seu novo amigo, torra tudo! Aonde tu vai? Sumir! Espera, rapaz. O caralho! Espera, pára! Esp...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-4189920968161627826?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/4189920968161627826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=4189920968161627826&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4189920968161627826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4189920968161627826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/11/fel.html' title='Fel'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQ-ww6gzrDI/AAAAAAAAAM8/Gp_suFLNRJQ/s72-c/flor_murcha%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1598954245003912523</id><published>2008-10-31T01:57:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T03:03:04.836-02:00</updated><title type='text'>Mãos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Momento de flash back, ou melhor, recalque, a la Psicanálise Froidiana, ou seja, merda. Um dia eu aprendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na parede&lt;br /&gt;As sombras&lt;br /&gt;Simulam união&lt;br /&gt;São nossas mãos &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQqEl3fMaqI/AAAAAAAAAM0/G5GM_xl4oE8/s1600-h/maos-783538.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;São nosso querer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe&lt;br /&gt;Parecem distantes&lt;br /&gt;Mas não!&lt;br /&gt;São mãos de amantes&lt;br /&gt;Para o tempo&lt;br /&gt;Cozer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Na parede&lt;br /&gt;Me resta&lt;br /&gt;Esta imagem:&lt;br /&gt;As nossas mãos&lt;br /&gt;Juntas&lt;br /&gt;A nossa&lt;br /&gt;Coragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui sou&lt;br /&gt;Tão forte&lt;br /&gt;Aí és&lt;br /&gt;Tão nobre&lt;br /&gt;Meu Deus!&lt;br /&gt;O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apago a luz&lt;br /&gt;E saio do quarto&lt;br /&gt;Sem sombra&lt;br /&gt;Sem medo&lt;br /&gt;E um só pensamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1598954245003912523?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1598954245003912523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1598954245003912523&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1598954245003912523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1598954245003912523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/10/mos.html' title='Mãos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3365003108988435113</id><published>2008-10-27T10:41:00.009-02:00</published><updated>2008-10-28T09:23:56.893-02:00</updated><title type='text'>Espalha a rama pelo chão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQW5Lk781aI/AAAAAAAAAMs/KG8_a6M70wQ/s1600-h/batatasexy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261815348197119394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQW5Lk781aI/AAAAAAAAAMs/KG8_a6M70wQ/s200/batatasexy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nada de novo no reino das batatinhas. Todas na terra germinando normalmente como se o mundo nunca fosse acabar. Tudo continua como sempre foi e não há previsão de que algo possa mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Formiga ficou admirado com a ociosidade batatês e questionou: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Por que ficam aí de barriga para cima a vida toda, sem nada para fazer, sem nada para se alegrar, apenas batatando, batatando?”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bola Mansa retrucou: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Ora, que há com contigo hoje Zé, por que nos atormenta desse tanto?”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“N&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ão suporto mais fazer e acontecer enquanto vocês todas estão aí esquentando a barriga com o sol!”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Boca Larga olhou para Zé Formiga de cima a baixo (ou meio de lado, já que estava deitado) com cara de desprezo. Mara Bucho Frouxo indignou-se com o Formiga, já arrotando suas delicadezas de baronesa decaída: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Some, inseto! Vai trazer umas folhas para forrar aqui embaixo, pois a areia já está esquentando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Formiga deixou o Campo Batatal pisando forte, bufando de raiva. As batatinhas, por sua vez, ignoraram a raiva insética do companheiro e permaneceram sob o sol, esperando a sua volta com as folhas para aliviar o calor da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Zé Formiga não regressou. E sua demora trouxe imenso desespero às batatinhas, porque o calor as queimava cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se delongou muito e já gritos de pavor eram ouvidos ao redor de todo o Campo Batatal. Repentinamente, cessaram-se os gritos e se dissipou no ar o aroma característico de corpos sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários seres selvagens que habitavam os arredores perceberam o ocorrido e, já famintos, adentraram desordenadamente aquele reduto antes protegido, dilacerando a massa gorda, assada e espalhada sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Zé Formiga, onde estava? Onde você estava, Zé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3365003108988435113?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3365003108988435113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3365003108988435113&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3365003108988435113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3365003108988435113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/10/espalha-rama-pelo-cho.html' title='Espalha a rama pelo chão'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SQW5Lk781aI/AAAAAAAAAMs/KG8_a6M70wQ/s72-c/batatasexy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-6171794830319008662</id><published>2008-10-11T14:04:00.026-03:00</published><updated>2008-10-31T01:55:08.784-02:00</updated><title type='text'>Mito da Espiral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SPD9BiYnGnI/AAAAAAAAAMk/KU0wKOqRTTI/s1600-h/FotoOscar2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255978967993096818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px; TEXT-ALIGN: center" height="122" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SPD9BiYnGnI/AAAAAAAAAMk/KU0wKOqRTTI/s200/FotoOscar2.jpg" width="185" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conta-se que um ser humano¹ seguia por um caminho que conduzia à cidade vizinha, observando a paisagem, como todos os dias fazia. Reconheceu as mesmas árvores e os animais que sempre via ao passar por ali. Era bom expectador para perceber que as coisas continuavam no lugar a todo momento. Entretanto, um fato novo fez-lhe refletir aquele dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em direção contrária a sua, vinha passando outro ser humano, e nunca havia visto qualquer um outro por ali. Esse humano o cumprimentou e seguiu adiante. Imaginou que era alguém da cidade vizinha que também poderia ter descoberto aquele caminho, e não se importou mais com o que tinha visto.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mais adiante, o mesmo humano passou novamente em sentido contrário e o cumprimentou, ao que ficou extremamente perturbado: "como pode ele ter vindo duas vezes em sentido oposto ao meu?". Sentia-se confuso e pensou em perguntar, caso aquele humano passasse uma terceira vez por ele, como conseguia essa proeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Horas depois percebeu que vinha o humano em direção contrária àquela que seguia. Ficou perturbado com aquilo e decidiu questioná-lo como executava esse truque com tanta rapidez! "Diga-me, como pode você ter vindo três vezes pelo mesmo caminho, estando em direção oposta ao que vou seguindo? Seria isso algum tipo de truque inconcebível pela mente?". "Não se trata de truque, é tudo como um espelho" - replicou o questionado, seguindo seu caminho como se nada tivesse acontecido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nada compreendeu o ser humano que seguia sempre pelo mesmo caminho. Continuou sua viagem, mas com pensamentos que o incomodavam bastante sobre o que havia visto e ouvido. Ao olhar ao seu redor, já não havia as mesmas árvores ou os animais que sempre observava, rumo à cidade de destino. O caminho parecia distorcer-se em uma espiral, e sentia como se caminhasse descendo para um abismo, já perdendo um pouco os sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quanto mais descia mais se apavorava, pois tinha a certeza de que não havia tomado caminho outro algum senão aquele que conhecia. De repente, passou por ele, subindo a espiral, o humano com quem havia dialogado não fazia muito tempo! Outra vez este humano o cumprimentou, ao que ele apenas levantou a mão lentamente, já sem forças, em retribuição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O ser humano do caminho contrário agarrou sua mão, apunhalou-o no coração e esquartejou seu corpo, lançando os pedaços em partes diferentes daquele caminho distorcido. Nesse mesmo instante surgiu, descendo a espiral, intacto, aquele que havia sido esquartejado! Este se vingou com o mesmo tratamento que havia recebido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Outra vez o humano do caminho contrário surgiu, agora subindo a espiral, e procedeu a outro esquartejamento em retaliação. Cada vez que aqueles seres humanos de caminhos opostos se cruzavam, um esquartejava o outro, em um ciclo sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Alguns pedaços lançados pelo caminho começaram a tomar formas de homens, já outros apresentavam-se como mulheres². Cada um deles se agrupava ou se distanciava por raças, credos, sexualidades, línguas, opiniões, virtudes, vícios e toda sorte de características surgidas conforme as afinidades ou diferenças que estabeleciam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Desde os acontecimentos surgidos no interior da espiral, os seres humanos sobrevivem em meio à (a)d(i)versidade - em caminhos espiralados, especulares e conflitantes - sem nunca compreenderem bem a origem do caos em que estão inseridos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTAS PARA O/A LEITOR/A:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inseri estas notas após alguns comentários postados:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Este mito não é sobre a gênese da espécie humana, mas sim sobre como se deu a diferenciação dentro da espécie após sua gênese. Logo, entenda-se que os seres humanos citados no início do mito são andróginos de origem e que, percebendo-se sempre iguais, entraram em situação conflitante, momento em que surgiram suas diferenciações, em todos os aspectos, inclusive o sexual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Aqui descreve-se, consoante a observação da nota anterior, que "ser homem" ou "ser mulher" é também resultante das situações conflitantes entre os humanos primordiais, assim como as raças, as sexualidades, as línguas, etc., dentro do contexto do mito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-6171794830319008662?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/6171794830319008662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=6171794830319008662&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6171794830319008662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6171794830319008662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/10/mito-da-diversidade-humana.html' title='Mito da Espiral'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SPD9BiYnGnI/AAAAAAAAAMk/KU0wKOqRTTI/s72-c/FotoOscar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1920716798667072358</id><published>2008-09-28T16:02:00.015-03:00</published><updated>2008-10-07T13:41:19.163-03:00</updated><title type='text'>Branco pálido</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SN_U9-HJepI/AAAAAAAAAKs/bbKEyBz5fcc/s1600-h/branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251149851647376018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SN_U9-HJepI/AAAAAAAAAKs/bbKEyBz5fcc/s200/branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Que imagens criar? Que imagens? Nada havia. Todo o colorido pintado era apático, uma coisa assim meio branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Coisa branca", pensou. Deteve-se por uns instantes e pincelou no quadro pálido a tinta. Contraste algum havia surgido, mas fez todo o sentido para si. O branco pálido sobre o pálido branco era sinônimo de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pincelou mais algumas vezes, agora como se já tivesse plena consciência do que dali surgiria. Eram contornos rápidos em espiral, mas lentos na horizontal, que lembravam um ibi, um caramujo branco, seguindo lento, cada vez mais lento, sobre a tela pálida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia que cada pincelada apagava suas memórias, sua dores. Percebia o rancor virar recalque e surgir harmonia daquele branco apático, sem cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompeu a pintura e admirou a obra inacabada. Sim, estava belo o que pintava, ainda que sem contraste. Era belo seu quê simbólico sem cor. Mas sentia a falta de algo que não deixava o quadro ainda verdadeiro, por mais que detalhasse as espirais, traçasse o alinhado e sentisse nisso certa paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largou o pincel sobre a bancada e levou as mãos à cabeça, pensativo. De súbito, correu às escadas e subiu ao quarto meio atrapalhado, como se quisesse chegar mais rápido que seus próprios passos. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao adentrá-lo, dirigiu-se ao guarda-roupa, abriu as portas e o vasculhou em busca de roupas brancas, mas nada havia! Desesperou-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lançou o olhar ao ambiente &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;colorido, confuso, caótico, até que pôde fixá-lo sobre a cama vazia, coberta com um fino lençol branco. Ali era o refúgio onde a cada dia fechava os olhos a todo o mundo; era onde estava a pureza sem cor que o satisfazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despiu-se respeitosamente, como num rito de entrega nupcial. Em seguida, tomou em suas mãos o lençol branco e o amarrou em seu corpo, feito uma veste de rei. Já não era mais ele quem se vestia. Seu corpo já não respondia à sua mente e só o inconsciente permanecia. Estava em transe: nada mais importava, nada mais doía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as escadas lentamente, como em cortejo divino, até perto da tela em que havia começado a criação artística. Tomou o pincel, mergulhou-o na tinta branca e finalizou o caramujo branco que se arrastava sem pressa, a seu tempo. Por fim, assinou a obra com um nome estranho, em língua desconhecida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E permaneceu naquele estado, sem voltar de seu transe, longe do caos que vivia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1920716798667072358?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1920716798667072358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1920716798667072358&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1920716798667072358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1920716798667072358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/09/que-imagens-criar-que-imagens-no-havia_28.html' title='Branco pálido'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SN_U9-HJepI/AAAAAAAAAKs/bbKEyBz5fcc/s72-c/branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-6977838247714383108</id><published>2008-09-14T17:35:00.007-03:00</published><updated>2008-09-30T13:30:30.901-03:00</updated><title type='text'>Anestesia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SOJUE-Yli5I/AAAAAAAAALc/_l0b6_pHJwo/s1600-h/Inerte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251852559909751698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="309" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SOJUE-Yli5I/AAAAAAAAALc/_l0b6_pHJwo/s320/Inerte.jpg" width="214" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nada conquistei&lt;br /&gt;Nada perdi&lt;br /&gt;Apenas permaneci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não choro&lt;br /&gt;Já não rio&lt;br /&gt;E tudo passa&lt;br /&gt;E tudo volta&lt;br /&gt;E tudo é rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nada que se foi&lt;br /&gt;Há o nada do porvir&lt;br /&gt;E já não sofro&lt;br /&gt;Nem me alegro&lt;br /&gt;Apenas deixo ir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apático&lt;br /&gt;A tudo o que vem&lt;br /&gt;A contento&lt;br /&gt;Nada fica&lt;br /&gt;Vai com o vento&lt;br /&gt;Não retém&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A vida&lt;br /&gt;Apenas -ida&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Anestesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-6977838247714383108?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/6977838247714383108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=6977838247714383108&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6977838247714383108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6977838247714383108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/09/anestesia.html' title='Anestesia'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SOJUE-Yli5I/AAAAAAAAALc/_l0b6_pHJwo/s72-c/Inerte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3883765448697554226</id><published>2008-07-19T21:24:00.020-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:52.129-02:00</updated><title type='text'>Quimera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SIKM-xF5cGI/AAAAAAAAAJI/q99WC1qr-y0/s1600-h/Hermes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224893527661047906" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SIKM-xF5cGI/AAAAAAAAAJI/q99WC1qr-y0/s200/Hermes.jpg" border="0" width="129" height="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Acorda, Umann! Pastor de ovelhas solitário em seu caminho. Um enigma trago para mudar teu destino. Eros flechou-te e não podes mais fugir aos seus desígnios, contudo será necessário que descubras o segundo portador da mensagem roubada por Hades, para que sua influência sobre Chronos não lhe conceda mais tempo até ter nas mãos o segredo de que és portador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia eu, Hermes traiçoeiro, um simples pastor de ovelhas, sem dons, sem bênçãos, ser portador de qualquer segredo divino? E de que enigma falas agora? Acaso eu poderia mudar o grande mal do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua própria vida é todo o mundo, reles pastor. Não menosprezes o alerta de um deus-mensageiro. Não mudarás sem auxílio este teu mundo, mas necessitas encontrar o segundo guardião da mensagem, a meia-parte do segredo. É por isso que disse ser este enigma transformador do teu destino. Aprouve a Eros escolher-te como artífice de um novo tempo na humanidade, mas é necessário que este novo se realize primeiramente em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Eros derrubou Zeus de seu trono, contra todas as expectativas dos deuses, reinou soberano em todos os seus corações. Nem mesmo o deus-trovão foi capaz de resistir-lhe, pois ele mesmo dependia do amor, o qual Eros ainda hoje rege – essência de todos os seres viventes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sob um novo reinado, o universo viu-se em vias de transformar-se inteiramente. Entretanto são os humanos que portam os segredos essenciais das mudanças, e o que precisa ser mudado começa contigo. Hades procura interferir nos planos do novo soberano, pois teme que seu reino seja atingido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Levanta, toma este enigma em tuas mãos e siga Eros em teu coração. Cabe a ti decifrar os caminhos e encontrar a mensagem de que tu mesmo és portador. Observe, ainda, que o sol já se põe e finda nesta terra mais um dia. Deixo-te nesta guia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que Hermes abandonou aquele pastor de ovelhas a sua própria sorte, indo ter com o segundo guardião, conforme o deus Eros havia designado. Eram mensagens semelhantes as que ambos portavam, sendo o destino destes guardiões seu encontro para decifrarem o segredo divino. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Hades, que observava os movimentos de Hermes, enviou magos espiões para descobrir as mensagens dos corações de cada guardião. Estas, contudo, estavam codificadas, pois não é permitida a invasão dos corações humanos em sua essência por qualquer classe de magia. O deus dos infernos sabia que seu tempo era escasso para esta decodificação e arquitetou seu plano, ainda que arriscado, de não intervir no encontro dos dois guardiões, mas separá-los eternamente antes da execução do plano divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o mensageiro Umann iniciava sua saga ao analisar o pergaminho deixado em suas mãos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Um quebra-cabeça de três peças, nas mãos de Chronos, traz duas mensagens secretas da parte de Eros. Uma delas não se ocultou a Hades, que encontrou logo a segunda. Esta, contudo, é um enigma decifrável somente pelo guardião da primeira, pois há guardiões para ambas as mensagens e entre eles um grande segredo. Poderá Hades desvendá-lo enquanto Chronos dorme e Eros vive?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Três peças nas mãos de Chronos... Três períodos de tempo, certamente! A julgar pelo momento do dia em que Hermes me deixou este enigma, suponho que será de três pores-do-sol o tempo limite para que se cumpra a determinação divina. Irei, então, pela madrugada em busca do segundo guardião, pois percebo, por estes escritos, que Hades já toma conhecimento da mensagem que nem mesmo eu consegui compreender. Não saberia por onde começar esta busca... Ó Eros, soberano, ouça meu grito!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Oh! Liberta-me&lt;br /&gt;Eros, Eros&lt;br /&gt;Por que dormes?&lt;br /&gt;Liberta-me!&lt;br /&gt;Oh! Liberta-me&lt;br /&gt;do Império de Hades!&lt;br /&gt;Liberta-me!&lt;br /&gt;Oh! Liberta-me de Chronos&lt;br /&gt;O terrível carcereiro.&lt;br /&gt;Oh! Eros&lt;br /&gt;Não tardes mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O deus soberano inclinou-se a Umann e pôs uma seta em seu coração, guiando-o aos Montes Elevados, onde habitava Negasth, o guardião da segunda mensagem. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Enquanto Umann se dirigia ao seu encontro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, Negasth travava um diálogo com Hermes, entretanto não se deixava persuadir pelo deus-mensageiro a aceitar seu destino traçado por Eros. Sentia que a sua solidão nos Montes Elevados era conseqüência da infidelidade daqueles que o cercavam no tempo em que vivia também a cuidar de ovelhas no campo, junto a outros pastores. Por essa razão, evitava qualquer contato com os habitantes das planícies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depositei meu ouro numa cova rasa e o tiraram de mim os bandidos. Não me resta nada, Hermes! Nada que absolutamente possa devolver-me a confiança nos homens novamente. Por que deveria eu acreditar que certo pastor de ovelhas poderia devolver-me o sentido da lealdade e fidelidade, quando tantos outros já provaram o contrário? O que tem comigo o deus do amor para escolher-me entre tantos outros e gravar-me no peito uma mensagem-enigma de seu segredo? Acaso eu não o abandonei há séculos quando vim para estes montes, tendo minha crença tão somente na força do meu trabalho e na felicidade de minha inteligência e dos estudos de minhas ciências? Ide embora, garoto de recados, deus sem autonomia! Deixa-me na frieza de meus montes santos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousas insultar-me, Negasth? Jovem de aparência, velho de espírito! A mágoa de teu coração fará que não obtenhas parte no plano de Eros quando este se concretizar. E por ter-me ofendido receberás tua paga! Conservarás eternamente um coração gelado como o destes montes e te envolverás com um vil, numa paixão súbita e repentina, cegando-te a quem deverias realmente amar. Andarás errante em teus amores e sofrerás insucesso em teus trabalhos e teus raciocínios. Somente, então, quando suplicares a Eros que te conduza às planícies, e lá sentires o cheiro das flores dos campos, então findará tua sina. Ali oferecerás um sacrifício em minha honra, para que o soberano seja misericordioso contigo. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guardião foi ao chão sobre seus joelhos, gritando de dor e arrependimento por ter, mais uma vez, faltado à fé interior. Entretanto, motivado pela promessa de Hermes, decidiu esperar pelo seu destino. Acreditava na redenção, mas sabia que a expiação justa estava no cumprimento da maldição lançada. Diante dos ventos rasantes que anunciavam a noite fria que se aproximava, levantou-se e seguiu à sua cabana. Não esperava, contudo,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; que a maldição de Hermes caisse&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; imediatamente sobre quem o desafia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ao adentrar a sala, deparou com um homem diante de si, que lhe estendia mão. Um arrepio estremeceu-lhe o íntimo, o que o levou a indagar o estranho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem és tu que adentras minha casa diante da noite que se aproxima?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sou Chrisfel e vim da parte de Hades, Negasth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremeço-me a este nome. Que tem este deus comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu príncipe tem te observado constantemente e me envia a ti. Não percebes como teus olhos se admiram em minha presença? Não percebes que devo permanecer aqui contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes disse-me de ti e agora vejo que caminho para a minha perdição. Chegará Umann, tu sabes disso, e o que deverei fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que vem da parte de Eros deve ser bem acolhido. Não me oporei a isto. Mas permanecerás comigo, pois não podes negar que te apaixonaste subitamente por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso negar o que dizes, a isto não posso negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, filho da negação, rejeitaste o que disse Hermes, mas aceitas a loucura que te leva a permanecer comigo. Entretanto, por tua escolha, negas teu destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua caminhada em direção aos montes, Umann sentia seu coração acelerar gradativamente e isso o impelia a entregar seu corpo e suas forças àquela jornada constante. O tempo era curto e restava pouco antes do início do terceiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-me subir esta trilha. Mas é íngreme e estreita! Como chegarei ao meu destino sem alguém que me erga por misericórdia? Ó Eros, ouvi-me. Teu plano depende de mim agora! Ouvi-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umann, Umann... Eros tem-se agradado de ti. Vim ajudar-te a subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes! Enfim apareceste para guiar-me. Como poderei subir esta trilha íngreme? Não tenho cordas, nem força suficiente nos braços que me auxiliem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me a mão e... Suba! Alcance as rochas mais altas e escale-as perfeitamente, vamos!  Vês? Atingiste com sucesso tua meta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então são estes os Montes Elevados... Agora vejo de perto o frio e a solidão que lá de baixo somente imaginamos aqui existir. E como é triste esta cena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umann! Segue teu caminho. Mas devo advertir-te: não detenhas tua atenção naquilo que vês com teus olhos, mas confia nos planos de Eros, que tem diferentes caminhos para realizar sua vontade. Deixo-te agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não manter minha atenção no que meus olhos vêem? Isso não é algo fácil de compreender... Mas de quem seria aquela cabana a oeste que vejo? E porque meu coração estremece e me impele a seguir até lá? Melhor ouvir a voz do coração, como já me disse Hermes outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negasth dormia ao lado de Chrisfel – o enviado de Hades – e, tendo um pressentimento forte em seu coração, levantou-se subitamente e se dirigiu à porta. Ao abri-la, encontrou-se com Umann, que não esperava aquela recepção repentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da parte de Eros que vens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi estes montes por ele, ó guardião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes disse-me teu nome e que virias em breve. Chamo-me Negasth, e agora entendo que o segredo a ser revelado é grande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que trazes no coração que faz o meu se aquecer tanto neste frio próprio dos Montes, Negasth?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que há sementes de amizade brotando rapidamente do meu e do teu coração e isso nos faz manter desde já laços intensos... Mas por que essas sementes brotam e se revelam tão facilmente em nosso interior? E o que vem a ser o segredo dessas duas mensagens de lealdade que se revelam a nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me passar algumas horas contigo e podemos compreender a história um do outro, para que Eros mesmo revele o segredo escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chrisfel notou vozes na cabana e intuiu o que ali acontecia, mas não impediu a conversa dos dois. Escondeu-se próximo à sala, esperando que o segredo dos guardiões se revelasse para, assim, informar a Hades o plano que Eros pretendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo agora o que deveríamos descobrir. Deveríamos descobrir a força de um amor puro que brota de uma amizade verdadeira. E como já não sentia mais isso, Umann!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso de modo semelhante, Negasth. Não sabia o significado desses sentimentos tão intensos que sinto agora contigo. Mas sinto mais do que isso, meu amigo. Sinto um forte desejo de ultrapassar a fronteira dos sentimentos e tocar-te. Poderiam ser essas revelações somente para nós dois, no alto destes montes gelados? O que pretende Eros com esse encontro tão intenso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umann! Isso que descobrimos deve ser levado a toda humanidade! O amor deve existir nos corações sem quaisquer barreiras que a ele queiramos impor! Ele deve existir brotado de uma amizade intensa, porém construída sobre a lealdade. Entretanto, receio que tenha algo triste a dizer-te e que isso seja o cumprimento da maldição que Hermes lançou sobre mim, horas antes de alcançares estes montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então diga, Negasth. Não me deixes nesta aflição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio que não possas tocar-me. Eu atraí sobre mim este mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me dizes, Negasth? Não tens piedade das lágrimas que escorrem pelo meu rosto a cada palavra de negação que me diriges?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umann...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chrisfel apareceu de súbito à frente dos guardiões, com ira nos olhos, mas palavras recheadas de ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negasth! Então encontraste finalmente o primeiro guardião. Mas por que estão os dois com esse ar de tristeza, já que o grande segredo de Eros foi revelado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem és tu que não conheço? Negasth, quem é este homem que me causa tremor até as entranhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vive comigo, Umann... É o que tentava dizer-te sobre você não poder tocar-me...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocar-te? Então Umann intentava tocar-te, Negasth? Tu atrais desgraça sobre desgraça a tua casa e vejo que é bem teu destino não ter paz em teu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este destino eu escolhi, mas ainda tenho um voto de misericórdia de Eros. Poderei mudá-lo se desejar. Sabes de tudo o que Hermes me disse e ouviste tudo o que eu e Umann conversamos sob este teto. Sabes que posso desfazer-me de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes desfazer-te de mim? Ora, tua paixão te cega aos planos de Eros! Sabes que virás comigo e que estaremos protegidos sob os cuidados do deus dos infernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Negasth! Meu amado amigo! Concede-me a chance de levar o plano de Eros à frente, para que ninguém mais sob céus sinta a solidão que nós dois um dia já sentimos. Deixa-me ser mais que um pastor de ovelhas e um ermitão de sentimentos não compreendidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prometo, Umann. Prometo que descerei aos campos para oferecer meu sacrifício. Neste dia, encontrar-te-ei junto às tuas ovelhas e irei ter contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia, Negasth, talvez eu já não seja mais um pastor... Talvez já não queira mais ir ter contigo... Adeus, meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com o som do despertador às cinco da tarde. Era um dia domingo e precisava retornar a minha cidade para a rotina de trabalho do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Liguei o chuveiro e deixei água fria cair sobre a minha cabeça, como uma maneira de que todos os sentimentos ruins advindos daquele sonho simplesmente me deixassem. Enquanto olhava para o chão, reparei que os filetes d’água faziam caminhos tortuosos pelo piso do banheiro até descerem definitivamente pelo ralo. Era interessante como pareciam hesitar o seu destino final, procurando novas vias, contorcendo-se até que, vencidos pela força das leis da Física, chegavam ao abismo onde deixariam sua particularidade de filetes e se tornariam um imenso volume de água descendo pelas tubulações, em direção a sabe-Deus-onde poderiam chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em como minha própria vida tinha seguido o mesmo percurso daqueles filetes d’água. Eu, que sempre hesitei falar aquilo que sentia, encontrava o meio-caminho do destino final das minhas hesitações; o abismo escuro da dúvida, da incerteza. E como um filete d’água, seguia tubulação a baixo, em direção a sabe-Deus-onde poderia chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o banho, retornei ao quarto em silêncio. Arrumei os pertences e despedi-me daquela cidade com um fixo olhar no panorama que tinha pela janela. Em seguida, deixei o hotel e dirigi-me à rodoviária, onde tomei o ônibus de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a viagem, pude observar a secura da vegetação ao longo da estrada, paisagem tão contrastante com os campos de Umann, cuja imagem tinha em minha mente. Também percebi que o céu mantinha diferentes tons em harmonia; cores que denunciavam o por-do-sol a finalizar o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente nessa hora – não sei se motivado pela visão do sol que se punha; se pelo sussurro de Hermes ao meu ouvido – que me lembrei da seqüência final do sonho, à qual não me tinha atentado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o por-do-sol do terceiro dia quando Umann, após vagar horas, desolado, pelos Montes Sagrados, decidiu voltar à planície. Já estava completamente abatido e se deixava tomar por um misto de dor e raiva pelo tempo que havia perdido. Enquanto descia os Montes, Hermes foi ao seu encontro e procurava consolá-lo em sua raiva e sua tristeza:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Lembras, ó guardião, do que havia dito sobre Eros ter seus próprios caminhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me importa agora o que Eros planeja, quando já nem consigo enxergar um futuro seguro diante de mim? É tudo tão triste! Uma bela história, que termina dessa maneira trágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro Umann, ouça! Enquanto se inspira e expira sobre esta terra, é possível ao ser humano compreender que ainda não se chegou ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3883765448697554226?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3883765448697554226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3883765448697554226&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3883765448697554226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3883765448697554226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/07/quimera.html' title='Quimera'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SIKM-xF5cGI/AAAAAAAAAJI/q99WC1qr-y0/s72-c/Hermes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1428339792243225967</id><published>2008-07-13T23:32:00.006-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:52.362-02:00</updated><title type='text'>Amores de livraria (Parte II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHq_BuO4EVI/AAAAAAAAAI4/qoDynjXXfbE/s1600-h/pic07.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222696754200711506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 117px; TEXT-ALIGN: center" height="132" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHq_BuO4EVI/AAAAAAAAAI4/qoDynjXXfbE/s200/pic07.bmp" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Não exatamente. Estou em busca de instabilidades, perturbações; algo que me tire do estado apático da morbidez recorrente em meu mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei fixamente em seus olhos negros e tive calafrios. Não era alguém que tentava ser simpático. Era de uma realidade dura e que agora conhecia. Afastei-me um pouco, de súbito, mas logo senti uma atração tão grande que não pude evitar tocar sua face fria. Outra vez senti calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você tem medo do que sou?” – perguntou. Movi a cabeça em sinal negativo. O que tinha era a necessidade de conhecer a mim mesmo, e pude ver isso naquela gélida face que tocava. “Tenho sede de conhecimento” – disse – “do mundo inteiro, mas essencialmente do que represento nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas palavras colocou sua mão sobre a minha que ainda tocava seu rosto, enquanto fixava seu olhar sem brilho no meu. “Não há resposta nos livros. O que procura só há se construído a cada dia, na interação com os outros, consigo mesmo e com o mundo. E quando encontrar o que procura, já não mais pertencerá a este mundo; não lhe será mais permitido ficar aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoli a seco a revelação ouvida. Quem era aquele ser que procurava questionamentos enquanto o resto do mundo ansiava por respostas? Algo me atraía tão profundamente nos seus olhos negros e opacos que me percebi completamente apaixonado naquele momento de reflexão. Apaixonei-me pelo desconhecido, o obscuro, o indefinido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem você é? Se souber, sei que morrerei feliz por ter avançado ao menos metade do caminho”.&lt;br /&gt;“Você não morrerá se estiver no meio do caminho. É preciso chegar até o fim para que isso aconteça”.&lt;br /&gt;“Então se não morrerei, diz-me!”.&lt;br /&gt;“Não morrerá ainda, mas saiba que sou a morte. A mim foi delegado estabelecer ou não o fim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei a mão à boca por um instante, como reflexo de um novo susto. Estaria tendo outro delírio? Até onde me levou a curiosidade? Estava agora insano o suficiente para apaixonar-me pela morte? Olhava para os lados em movimentos rápidos, procurando alguém que viesse em meu socorro. Acenava desesperado, chamava por ajuda, mas não havia ninguém que me percebesse naquele corredor de livros, sentado no chão, com a morte ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É inútil – disse. Ninguém mais dará atenção às suas insanidades. Isso é para que você tome consciência agora do que aconteceu com seus amores ao longo da vida e veja como a paixão é um barco em alto mar que traz um pequeno furo. É somente quando está na iminência de naufragar que se percebe algo errado desde o início da viagem, mas que não recebeu a atenção devida. Agora é tarde para pedir ajuda. Não há mais sonhos ou desejos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma retrospectiva relâmpago dos meus relacionamentos surgiu ante os meus olhos. A busca por mim mesmo, eu sempre a desejei na completude de sentimentos. Até mesmo naquela livraria, antes de pressupor encontrar respostas em qualquer livro, eu as desejava prontas em outra pessoa por quem me apaixonasse. Meu barco já estava furado em alto mar. Eu, que tanto busquei sentido à vida, apaixonava-me perdidamente pela morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei acalmar-me por um instante. Aquela era a última chance, o último sopro de autoconhecimento. Se, de fato, interagia com a própria morte, teria todas as respostas de que precisava. Em contrapartida, ofereceria todos os questionamentos necessários para que ela revirasse de ponta-cabeça o próprio mundo, a fim de respondê-los. Já estava ciente de que meu naufrágio acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei uma sabatina sem pretensões de chegar ao fim. Cada pergunta gerava novas respostas ou era respondida com um novo olhar sobre as antigas. Estas, entretanto, adequavam-se a novas perguntas ou reformulavam as que já eram conhecidas. Percebi que aquilo que procurava sempre esteve diante de mim, mas somente se revelou com a ressignificação das minhas dores, dos meus amores, de tudo o que já havia vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da noite, deixamos a livraria de mãos dadas sem ninguém perceber. Não nos ignoravam. Para eles, éramos completamente invisíveis! Pedi-lhe para ficar e transmitir os conceitos que havia construído, mas não me permitiu. A ciência de mim mesmo retirou-me não só as mazelas, mas também os benefícios da vida neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte a livraria não abriu. Pelas ruas diziam que um jovem rapaz em coma profundo foi encontrado pelos funcionários no chão da loja e removido para o hospital mais próximo. Também diziam que em seu rosto, estranhamente, havia um leve sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1428339792243225967?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1428339792243225967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1428339792243225967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1428339792243225967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1428339792243225967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/07/amores-de-livraria-parte-ii.html' title='Amores de livraria (Parte II)'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHq_BuO4EVI/AAAAAAAAAI4/qoDynjXXfbE/s72-c/pic07.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-4818493590831906968</id><published>2008-07-11T19:07:00.013-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:52.514-02:00</updated><title type='text'>Amores de livraria (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHfbaavhHaI/AAAAAAAAAIw/s5QM50yCuEI/s1600-h/Livraria.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221883539861085602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px; TEXT-ALIGN: center" height="108" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHfbaavhHaI/AAAAAAAAAIw/s5QM50yCuEI/s200/Livraria.jpg" width="168" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Amores de livraria. Nunca ouvi falar em um desses, você já? Deve ser uma dessas utopias sentimentais que a gente tem e que nunca sabe muito bem o meio de tornar real. Penso que as pessoas envolvidas teriam de ser muito cultas ou com uma sensibilidade aflorada tamanha que gostem de adentrar periodicamente em um mundo de sonhos e desejos presentes no meio de livros... De onde tirei esse devaneio? Acho que ando perdendo a sanidade nas minhas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez fui a uma livraria e, como sempre, passei a maior parte do tempo entretido com uma infinidade histórias, teorias, crenças do mundo antigo e moderno. Fiquei a imaginar o que aconteceria se os conteúdos dos livros tomassem forma concreta e, diante dos meus olhos, simplesmente passassem a existir. Delírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dos últimos acontecimentos vividos, precisava de alguma resposta concreta dos oráculos do conhecimento. Vaguei pelas prateleiras de religiões, literatura, auto-ajuda, psicologia... Deparei, em minha busca ocular, com conceitos vários, desde mantras de cura da alma – passando pela análise dos sentimentos em textos poéticos, o poder transformador da oração, a construção psicológica humana – até teorias sobre a força do pensamento positivo e de como não levar a vida tão a sério. Pronto! Tudo muito simples!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei os olhos por um instante e desejei assimilar o que tinha acabado de ler em um dos livros repetindo OM MANI PAD ME HUM, OM MANI PAD ME HUM, OM MANI PAD ME HUM. Buda, assombrosamente, apareceu a minha frente dizendo “somos aquilo que pensamos”. Que susto! Parei imediatamente a meditação, tomei um guia sobre o poder da oração, que estava logo ao lado, e clamei aos Céus, a Jesus-Tupã-Oxalá, que me tirasse aquela visão oriental estranha. Abri os olhos novamente e pronto! Respirei aliviado porque não via mais nada diante de mim, a não ser dezenas de olhares de curiosos e comentários sussurrantes do tipo “deve ser louco”, enquanto passavam seus VADE MECUMS no caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri um livro de análise poética na esperança de não ser visto como um agitador religioso, mas um intelectual cético em busca da imagética simbólica sobre as experiências sentimentais humanas. Na página que aleatoriamente escolhi, um poema dizia: “&lt;em&gt;Quem morreu se estou vivo, por que choram as árvores? Dentro de mim tudo está imóvel, mas eu estou vivo, eu sei que estou vivo porque sofro&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Findadas essas palavras, brotou em mim um choro compulsivo gradativamente escandaloso que acabou por chamar a atenção da livraria inteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vendedores vieram até mim trazendo um copo d’água, perguntando se queria sentar-me, se precisava de atendimento médico. As pessoas que comentavam antes com sussurros já manifestavam abertamente sua opinião – umas rindo, outras consolando. Quanto a mim, coberto de vergonha, desculpei-me, entre lágrimas, e disse que não precisava de nada mais, que estava bem. Entretanto, ao me acomodar em um dos sofás disponibilizados na área de leitura, notei estar perto da seção de auto-ajuda e pedi a uma das pessoas presentes que apenas me desse um dos livros da prateleira para ler e me acalmaria um pouco, apesar de parecer um paradoxo após aquela cena toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro que recebi de mãos que não me lembro, enquanto me recuperava do rompante emotivo, dizia para levar a vida com leveza e graciosidade. Deveríamos sempre – dizia o livro – rir do que nos envergonha, do que nos maltrata e humilha, a fim de superarmos tudo o que nos incomoda simplesmente porque não damos mais importância a isso. Gostei tanto do que li que rompi em gargalhadas sistemáticas, principalmente quando me vinha à mente a cena patética vivida há poucos instantes com um livro de poesias na mão. Finalmente havia encontrado a teoria que precisava aplicar à vida, o &lt;em&gt;laissez-faire&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;carpe diem&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retomar a consciência, notei que ninguém mais estava por perto. Nem mesmo os vendedores se aproximavam de mim. Estava louco. Era uma conclusão plausível para o meu estado bipolar. Nessas condições, não tive outra escolha a não ser dirigir-me à prateleira de psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram muitos os assuntos psicológicos tratados naquela seção, mas procurava algo que me falasse mais do que o modo como levar a vida; que sintetizasse aquilo que realmente sou. Abri um livro qualquer e encontrei a seguinte citação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“[...] ainda hoje a respeito do homem existem fontes contraditórias e de tal modo relativas que não há uma teoria que possa contemplar de maneira eficaz aquilo que o homem é e, antes de mais nada, aquilo que o homem representa”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Permaneci nessa página por alguns instantes. Senti-me decepcionado por saber que, se não havia respostas espirituais, tampouco as científicas orientavam-me no entendimento de mim mesmo. “Quem sou?” – pensava em voz alta. Sentei-me no chão e, com o livro aberto entre as pernas, perguntava-me “a que estágio de loucura cheguei?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, alguém se aproximou de mim e sentou-se ao meu lado. “Olá, posso te conhecer” – disse. Subiu-me um arrepio na espinha tão embaraçoso que somente soube dizer meu nome e em seguida encolhi-me todo de vergonha. “Prazer em conhecer. Costumo vir aqui em busca de questionamentos ao meu eterno mundo de sonho e desejos, e você?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era aquele ser tão ou mais louco que eu, sentado ali ao meu lado, falando comigo como se eu não tivesse sido tachado de insano há pouco pelos outros? Eu desconhecia. Tampouco sobre mim eu sabia! Talvez por isso considerei tentar alguma interação que poderia me conduzir a um significado interior por meio de uma nova teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Procuro respostas, você não?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Continua...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-4818493590831906968?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/4818493590831906968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=4818493590831906968&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4818493590831906968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4818493590831906968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/07/amores-de-livraria-parte-i.html' title='Amores de livraria (Parte I)'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SHfbaavhHaI/AAAAAAAAAIw/s5QM50yCuEI/s72-c/Livraria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-4958065347848289060</id><published>2008-06-30T00:23:00.002-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:52.685-02:00</updated><title type='text'>Dor e símbolos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SGhSYu6p1iI/AAAAAAAAAIo/ZpEvQDI6ya4/s1600-h/o_erro_e_a_verdade.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217510753173100066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SGhSYu6p1iI/AAAAAAAAAIo/ZpEvQDI6ya4/s200/o_erro_e_a_verdade.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Da dor à verdade existe um longo caminho” – tudo estava nas entrelinhas da máxima agora compreendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de uma última conversa que tiveram, e atentou-se a detalhes que antes não havia percebido nas palavras sempre melancólicas dos lábios dele, bem como as escritas em seus textos já lidos. Elas diziam algo, mas até aquele momento não tinha captado sua essência. Era isso, a essência! A eidética da dor que demonstrava não o convenceu desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos eram sempre carregados de imagens interiores destruídas pelo sofrimento e pela solidão. As palavras traziam uma eterna desilusão nunca prevenida, nunca curada. Mas se tudo que ele expressava era coerente com o que sentia, por que seus olhos profundos e sorriso cínico não demonstravam essa verdade? Era outra a verdade que agora percebia nele, que em si percebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendeu nele o coração destruído pela insegurança, que o fazia criar para si a imagem de um ser solitário no mundo “dos outros”. Era essa imagem que erguia como um escudo frente à abertura que às vezes exibia aos sentimentos verdadeiros dos que se lhe aproximavam. Era essa a barreira construída para evitar as mágoas que poderiam surgir. Medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em si, assumiu o algoz que estava sendo ao perpetuar a imagem pelo outro erigida. Tinha reforçado a ilusão de uma mente que se resguardava das dores do mundo e, a essa mente, desferia sempre constantes golpes com seu sentimento exteriorizado. Não era necessário ter esse sangue em suas mãos. Não poderia mais contribuir com sua culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou levemente os olhos e respirou profundo. Em seguida, tomou todos os textos que tinha consigo. Parou um instante enquanto os organizava e trouxe à memória todas as suas palavras ditas – e as dele. Como em uma espécie de rito sagrado, rasgou tudo aquilo que havia lido e, simultaneamente, fez surgir um grito de dor. Mas não houve dor! Outra vez iniciou o rito, agora em sua mente, para expurgar a dor do grito deixado pelas palavras – as ouvidas e as expressadas. Mas não houve grito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor e o grito eram simbólicos, como tudo até aquele momento tinha sido. Nada, em absoluto, tinha se tornado verdade. Tudo era apenas o meio do caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-4958065347848289060?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/4958065347848289060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=4958065347848289060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4958065347848289060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4958065347848289060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/06/dor-e-smbolos.html' title='Dor e símbolos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SGhSYu6p1iI/AAAAAAAAAIo/ZpEvQDI6ya4/s72-c/o_erro_e_a_verdade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-932384248490155528</id><published>2008-06-22T11:36:00.005-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:52.850-02:00</updated><title type='text'>O inferno são os outros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SF5j2bjtgLI/AAAAAAAAAIg/xzbZlTIm4i4/s1600-h/Inferno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214715205303238834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SF5j2bjtgLI/AAAAAAAAAIg/xzbZlTIm4i4/s200/Inferno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nos últimos dias andei pensando sobre como eu não tenho problemas; meu problema são os outros! É um inferno... Entretanto hoje, navegando pela Internet, encontrei uma análise da famosa obra de Sartre "Entre 4 paredes", que me fez refletir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"O inferno são os outros! Segundo Sartre, a famosa frase denuncia duas situações interligadas. Primeiro, se dependemos unicamente dos julgamentos e das ações dos outros, abdicando de nossa liberdade essencial e intransferível, criamos nosso próprio inferno, queimamos na fornalha alimentada por nossos próprios medos, pela má-fé, pela incapacidade de autonomia. Os outros não são necessariamente os causadores do meu sofrimento. Eu mesmo faço do outro o carrasco de minha tortura".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, é o modo como encaro a vida que vai determinar meu algoz ou minha libertação. Tenho de admitir: já estou de saco cheio de estar sempre com a cabeça à guilhotina! Creio não mais ser necessário continuar situações conflituantes - externa e internamente - que simplesmente não valem a pena. O melhor mesmo é não depender dos outros ou criar relações mutualísticas. As relações devem ser tão somente de cooperação, mas acho que só agora, depois de uns tapinhas no orelhão, a ficha caiu (sim, o orelhão aqui é dos antigos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na análise da referida obra, outra frase caiu-me como uma bigorna na cabeça - dessas que caem em cima do Frajola, do Patolino, do Leôncio, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“[...] eu não te amaria, te conheço demais para isso”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como diria minha amiga Camis: "&lt;em&gt;tonhionhionhoinnnn&lt;/em&gt;". É... &lt;em&gt;tonhoinhoin&lt;/em&gt; na cabeça mesmo; sorvetão na testa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, caros amigos leitores-fantasmas-que-nunca-comentam-o-que-escrevo, acho que vou na onda de vocês, quero desaparecer. Quem sabe como fantasma, perispírito, egun - seja lá como as religiões chamem isso - eu me sinta mais livre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que não me venham impor o céu ou o inferno por conta disso, estou farto desse dualismo! Só quero ser livre correndo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre dos outros, livre de mim mesmo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-932384248490155528?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/932384248490155528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=932384248490155528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/932384248490155528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/932384248490155528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/06/nos-ltimos-dias-andei-pensando-sobre.html' title='O inferno são os outros'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SF5j2bjtgLI/AAAAAAAAAIg/xzbZlTIm4i4/s72-c/Inferno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-585160882954962306</id><published>2008-06-15T20:26:00.003-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:53.009-02:00</updated><title type='text'>Espelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SFWp_NcWJ8I/AAAAAAAAAHw/QcmWjJTMDoM/s1600-h/Self_espelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212259047156623298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SFWp_NcWJ8I/AAAAAAAAAHw/QcmWjJTMDoM/s200/Self_espelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O dia não havia começado muito bem. Era uma terça-feira quando se viu diante da revelação de todos os seus segredos. Não que revelá-los tivesse&lt;/span&gt; sido a razão de considerar seu dia ruim, mas o modo como esses vieram à tona foi, de fato, doloroso, e mais que isso, sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às seis da manhã acendeu uma vela para Ogum e gritou seu nome no tempo. O dia de batalha contra a sua rotina e as imagens que freqüentemente o atormentavam iniciava-se outra vez. Diante do espelho, em lances repentinos, retornavam-lhe fatos do passado, a cada movimento das mãos levando água sobre o rosto abatido pelas noites mal dormidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se covarde. Era um segredo só seu e não cabia a mais ninguém revelá-lo – definia para si enquanto lançava a água sobre o rosto. Ao voltar-se para o espelho, uma lembrança saltou-lhe aos olhos. Sentado na poltrona da sala, ouvia o incessante tocar do telefone e as mensagens deixadas, uma após a outra, acompanhadas de lágrimas. Impressionantemente, não se movia; apenas observava estático o telefone. Ante essa cena, lembrou-se de que se lhe havia imposto um limite. Não retornaria às tentativas de contato da pessoa que amava, pois não lhe tinha justificativas para o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia medo. Nunca havia admitido o que a consciência agora lhe cobrava. Com o olhar fixo por alguns segundos em seu reflexo no espelho, estremeceu. Rapidamente inclinou a cabeça e, outra vez, levou água até o rosto, expurgando o calafrio que sentira. Nesse momento, outra imagem lhe surgiu. Parecia feliz, entre beijos e carícias, pelo amor que ao seu lado tinha, ambos deitados sobre a grama de um jardim. Um pedido, contudo, perturbou-lhe o íntimo e lhe transportou daquela ocasião de fantasia para o submundo da dúvida. O que aconteceria se entrasse em sua vida? Quanto de sua prezada individualidade perderia? Ainda que compreendesse os conselhos dos amigos, foi o medo que o fez deixar uma carta de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terceira vez levou a água sobre o rosto e, ainda trêmulo ante o espelho, soube que era a solidão seu pior segredo; aquilo que sempre escondia. Que motivação pode alguém ter na vida vendo suas próprias lágrimas caídas? Não sabia. O que fazer ante o novo que se inicia? Pediu perdão às suas memórias e a si mesmo. Limpou o rosto, olhou-se uma última vez no espelho e, dando as costas, despediu-se. Um novo dia se inicia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-585160882954962306?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/585160882954962306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=585160882954962306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/585160882954962306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/585160882954962306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/06/espelho.html' title='Espelho'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SFWp_NcWJ8I/AAAAAAAAAHw/QcmWjJTMDoM/s72-c/Self_espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-2987259964124820632</id><published>2008-04-22T14:27:00.009-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:53.169-02:00</updated><title type='text'>Anel de fenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SA4uUnp3lrI/AAAAAAAAAHY/zMAL1OfKLGc/s1600-h/Anel+de+fenda.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192138352181614258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 121px; CURSOR: hand; HEIGHT: 78px; TEXT-ALIGN: center" height="109" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SA4uUnp3lrI/AAAAAAAAAHY/zMAL1OfKLGc/s200/Anel+de+fenda.JPG" width="153" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ó dia de glória e magnífica lembrança! Dia em que celebramos o nome de nossos antepassados e perpetuamos sua força em nossa família! Ao primogênito transmitimos a herança, o anel de nossos pais. Viva o herdeiro! Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei horas com o objeto preso ao anelar direito, em meio a cumprimentos hipócritas dos amigos da família e o desdenho declarado dos parentes. Tentava assimilar o significado de um rito como esse, e talvez por não me adaptar a ele sentia o peso da falsa satisfação em ostentar um ouro branco com minhas iniciais juntas a tantas outras dos meus antepassados, os quais, em alguma época, também o carregaram consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dias odiei o anel anexo ao meu dedo. Detestava-o porque nada a mim significava, simbolizava. Tão somente aos meus pais parecia fazer algum sentido. E por não compreendê-lo, promovi sua subversão. Desconstruí a utilidade de seu rito por tê-lo preso a mim naquilo que maior vergonha causa à família: o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Meu não-rito é o corpo, tomado de todas as formas - ainda as desconhecidas - provocando um caos dos sentimentos escondidos. Mas o que faço se este se vai? E o que houve com os outros? O regresso aos átrios mais íntimos dos signos, símbolos, ritos sem cores é o segredo daquele que se vai e dos outros que já se foram .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as iniciais do meu nome foi produzida uma fenda. Está redimida a culpa, já que o sentido original nunca é compreendido por inteiro. Ressignificá-lo, contudo, concede-lhe nova dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anel de fenda tornou-se a expiação da existência, deixado como sinal fragmentado às gerações que cruzarem seu caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-2987259964124820632?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/2987259964124820632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=2987259964124820632&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2987259964124820632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2987259964124820632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/04/anel-de-fenda.html' title='Anel de fenda'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/SA4uUnp3lrI/AAAAAAAAAHY/zMAL1OfKLGc/s72-c/Anel+de+fenda.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-7950369824629564640</id><published>2008-03-26T15:41:00.011-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:53.317-02:00</updated><title type='text'>Diálogo das perturbações interiores</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qbWteujlI/AAAAAAAAADU/sO4ttQF_kmM/s1600-h/zuber017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182125135711080018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qbWteujlI/AAAAAAAAADU/sO4ttQF_kmM/s200/zuber017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Livre-arbítrio não existe!&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Claro que existe! O que te leva a crer que não?&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;Ninguém tem liberdade de escolha. Isso não é livre-arbítrio, definitivamente.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas Deus nos deixa livre para termos nossas escolhas.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;Por que você sempre recorre a Deus para te livrar de certos questionamentos? No fim das contas, é Ele quem responde, é Ele quem determina, é Ele quem diz "você tem sim livre-arbítrio", e você nunca assume o controle do que realmente pensa. "Amém!". Deus não te dá livre-arbítrio porque esse Maioral que você acredita te coloca só dois caminhos e você tem de escolher um - de preferência o Dele ou você é punido pela sua mão esmagadora...&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Ora, eu acredito, sim, em um ser superior, qual o problema? E minhas decisões são livres porque Ele não interfere no que decido. Existe o caminho bom e o ruim, é verdade, mas eu os escolhos, você vê? As escolhas são minhas, com suas respectivas conseqüências, também boas ou ruins.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;Ah claro, você decide entre os caminhos que Deus te apresenta, e isso é livre-arbítrio para você: estar submetido a caminhos pré-determinados por um ser superior. "Você tem este caminho que vai te levar à tristeza e este outro que vai te levar à felicidade, escolhe!". Isso é ser livre? Por esta razão me coloco de fora do livre-arbítrio, dessa discussão religiosa, e posso ter minhas próprias escolhas, em caminhos outros que decidir, ora entrando, ora saindo daqueles que dizem ser "os únicos", sem culpa, pois não me submeto a doutrina alguma, olho-as panoramicamente.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Então você se considera livre?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Eu não acredito em liberdade. Estamos a todo momento sendo escravos de algo, seja um discurso, um pensamento, um desejo, uma roupa. Por que eu simplesmente não posso usar uma roupa de ninfa grega e sair andando pela rua? Por que não? Porque não existe! E como não existe, eu uso o que determinaram que deve ser vendido nas malditas lojas!&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Você vê? No seu mundo cético também não há liberdade. Se não se é sumetido a Deus, se é aos homens. E melhor é me submeter a Deus, que não me pune pelas minhas escolhas, ao contrário do que você disse. Ele me deixa aprender com a própria vida. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Ah, que belo! Deus é a mãe que vê a filha se aprontando para o baile da escola e sabe que tem um menino lá de olho nela; ela sabe que os dois vão acabar na cama, mas não faz nada! "Vai filha, vai ao baile, como você decidiu!". Então eu pergunto: qual o papel de Deus? Para que Ele existe se é só o &lt;em&gt;voyer&lt;/em&gt; do plano espiritual?&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;A despeito do seu exemplozinho nietzcheniano, penso que Deus nos trata sem dar nada na boca. É como se nos desse o alimento e deixasse a nossa escolha comê-lo ou não. Caso o coma, terei um corpo fortalecido, sendo a conseqüência boa; caso não, vulnerabilizo meu organismo, sendo a conseqüência ruim dessa escolha diferente.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Não s&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;eria triste saber que nossas escolhas não influeciam em nada no pós-morte, que tudo acaba com o fim da vida biológica?&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;Mas é natural! Impressionantemente o ser humano não aceita o fim das coisas. Se não aceita o fim de um simples relacionamento, sequer aceitará o fim da vida! E daí vêm as explicações e suposições para sua existência... &lt;span style="color:#000000;"&gt;E qual o sentido da vida se minhas escolhas terminam todas debaixo da terra ou em pó numa urna?&lt;/span&gt; Deixar um legado para a humanindade, ser lembrado, memorado nas páginas de um livro, nos discursos, nos pensamentos... É sublime!&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Ora, se não vou ter consciência para experienciar essa ocasião de ovacionamento, que sentido ainda teria isso?&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;Acredite como quiser, meu amigo, afinal cada um tem uma verdade, é o que dizem. Contudo, o fato inexoravelmente empírico é que tudo acaba com a morte.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;É preciso aceitar essa realidade.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;E o que eu faço com as outras?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-7950369824629564640?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/7950369824629564640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=7950369824629564640&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7950369824629564640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7950369824629564640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/03/dilogo-das-perturbaes-interiores.html' title='Diálogo das perturbações interiores'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qbWteujlI/AAAAAAAAADU/sO4ttQF_kmM/s72-c/zuber017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-7871968944938072476</id><published>2008-03-23T15:30:00.013-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:53.706-02:00</updated><title type='text'>Móveis</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qiA9eujmI/AAAAAAAAADc/Vz9vFFu2JJQ/s1600-h/MULHER%2BSOBRE%2BM%25C3%2593VEIS%2BNUA%2B(NOVA).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182132458630319714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qiA9eujmI/AAAAAAAAADc/Vz9vFFu2JJQ/s200/MULHER%2BSOBRE%2BM%25C3%2593VEIS%2BNUA%2B(NOVA).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Remissão. Por que a luz sempre se apaga? Ressurreição. (Re)Surgem as idéias...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dissemos coisas lindas e lemos coisas juntos.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Coisas tomando leite, comendo biscoitos. Coisas, coitos. Provoquei, é verdade, sempre provoco o capital que me manipula, luxúria. Mas não é de tudo mau. É triste, não mau. O que é ser mau?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sim, seus lábios estavam doces e úmidos. Minhas pernas nas suas, entrelaçadas, inconstantes. As mãos pressionadas, acima,&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;distantes da moral preservada; as palmas abertas, suadas. Jogo rápido e preciso, invertido. Sim, minhas costas sentiam seus lábios molhados de cima a baixo, num lado e noutro, descendo escorregadia a língua lascívia. Qual era o dia? Não posso. Quarenta dias... Sábado da Vigília. Se trouxe? Deixa eu pensar se vale a pena. Mas já estou mesmo a caminho! Está por aqui... Prepara com calma e... Isso!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não sei porque confiar nesses olhos confusos consigo mesmo - devagar! - não vai durar... Talvez eu já saiba que não vá durar, então deixa acontecer - mais! - falso... Por que não goza e se limpa e vai embora?&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Não posso deixar, tenho que terminar o que comecei. Que droga! Então por que não se vira e dorme? - acabou? - que idiota - não, não! - quem você pensa que é? - minha vez!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Olha esse quarto. Olha as paredes, as cortinas, os tapetes, o chão. Minhas roupas, que diabos! Moro aqui? Está tudo tão diferente! Mas os móveis... O que há com os móveis?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os móveis sempre permanecem no lugar, as falsidades não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-7871968944938072476?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/7871968944938072476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=7871968944938072476&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7871968944938072476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7871968944938072476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/03/remisso.html' title='Móveis'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R-qiA9eujmI/AAAAAAAAADc/Vz9vFFu2JJQ/s72-c/MULHER%2BSOBRE%2BM%25C3%2593VEIS%2BNUA%2B(NOVA).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3418088354265679653</id><published>2008-03-12T09:22:00.006-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:53.856-02:00</updated><title type='text'>Reflexão sobre si mesmo para evitar hábitos antigos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R9fLKnyOS4I/AAAAAAAAACg/kzmOd82QhVI/s1600-h/jumento.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176829680024439682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R9fLKnyOS4I/AAAAAAAAACg/kzmOd82QhVI/s200/jumento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;color:#000000;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"O verbo '&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;radah&lt;/span&gt;' (dominar) tem suas raízes na ideologia dos reis do Oriente Antigo, que tinham a função de exercer o poder a fim de limitar a violência.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Ele está associado ao ideal do bom pastor, que cuida do seu rebanho, conduzindo-o para uma boa pastagem".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;font-size:100%;color:#000000;"   &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Isso mesmo, fui conduzido a uma boa pastagem, como reflexo do meu caráter de jumento. Mas esta é apenas uma conseqüência da ilusão que insiste em dominar&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;(radah) meus pensamentos: o eterno e nada produtivo &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;romantismo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Este acompanhado, acrescente-se, de expectativas irrealizáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Três oportunidades me dei para voltar a acreditar no romantismo, acreditar que apesar das adversidades e do egoísmo, o ser humano ainda tinha jeito.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas não tem, não! O que de melhor se podia esperar desta raça e daquele sentimento, esvaiu-se com o tempo. E acho muito difícil de se recuperar algo perdido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;font-size:100%;color:#000000;"   &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas, espere! Como pude esquecer-me: "não se perde aquilo que nunca se teve". Exatamente! Então estou tranquilo...&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Preciso apenas sublimar o ocorrido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;font-size:100%;color:#000000;"   &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hora de colocar os pés no chão, senhor aquariano, e ser&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;aquilo a que está destinado a ser: indiferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:georgia;font-size:100%;color:#000000;"   &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Seu jumento! Nhiii&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;ron!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3418088354265679653?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3418088354265679653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3418088354265679653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3418088354265679653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3418088354265679653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/03/reflexo-sobre-si-mesmo-para-evitar.html' title='Reflexão sobre si mesmo para evitar hábitos antigos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R9fLKnyOS4I/AAAAAAAAACg/kzmOd82QhVI/s72-c/jumento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1105772844715283748</id><published>2008-02-13T21:57:00.019-02:00</published><updated>2008-11-07T01:10:54.152-02:00</updated><title type='text'>Herói Perdido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7OEiGPkRfI/AAAAAAAAABw/HsagHWyc7-w/s1600-h/picasso_quixote2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166618918850414066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 159px; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7OEiGPkRfI/AAAAAAAAABw/HsagHWyc7-w/s320/picasso_quixote2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Havia risos e alguém que dizia “quero ouvir uma piada, você conta?”. Foi quando acordei já perto da rodoviária, meio zonzo – não sei se zen, se em alfa ainda. Queria dormir, porém uma mão se havia estendido e percebi um sorriso que já conhecia. “É ele!”, pensei. Contudo, naquela noite, algumas carícias e palavras doces me fizeram descobrir não quem era, mas de quem era. E confirmei que a vida me prepara sempre uma dessas, assim, sem eu entender nada. Nem eu, nem você.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma semana antes, sob a luz baixa de um “inferninho” qualquer, um jovem rapaz meio &lt;em&gt;Dom Juan&lt;/em&gt;, meio &lt;em&gt;Dom Quixote&lt;/em&gt; me chamou a atenção. Na verdade, máscaras eram comuns a qualquer solteiro em um local como aquele. Pois bem, enquanto esteve ali, refleti sobre seus traços e suas máscaras; o modo como sozinho era &lt;em&gt;Juan&lt;/em&gt;, o sedutor irresistível, e com os amigos um incomparável &lt;em&gt;Quixote&lt;/em&gt;, alucinado e solidário aos seus &lt;em&gt;Sanchos&lt;/em&gt;. Por fim, considerei tudo uma grande besteira, afinal não sou psicólogo, mal fui a uma terapia!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A mão que se me estendia na noite do ônibus era a do jovem &lt;em&gt;Juanxote&lt;/em&gt;, agora não mais sozinho, quem diria. “Prazer em conhecer”, disse meio contrariado. Não que estivesse muito abalado por saber quem lhe tinha posse, mas foi um belo &lt;em&gt;dejá vu&lt;/em&gt; de situação. Desses que ocorrem meio a capricho da vida, quando se já passou por aquilo e se passa outra vez – sabe Deus por quê.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Estávamos eu, o jovem &lt;em&gt;Juanxote&lt;/em&gt; e alguns de seus amigos aquela noite, que seguia com diversão. O jovem não se cansava de sua espontaneidade nas brincadeiras que fazia. Às vezes era tão espontâneo que os demais o achavam inconveniente, mas eu compreendia seu jeito Quixote-meio-louco-aquariano.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Sua alegria o tirava da realidade crua em que os demais desejavam permanecer, e sentia-se livre para fazer tudo o que lhe causasse um sorriso, demonstrasse sua liberdade no modo de levar a vida. Era um herói para todos, mas ninguém se dava conta disso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Um dos amigos sugeriu seu apartamento como fim-de-noite. Era um local mais discreto para os acompanhados ficarem à vontade, inclusive &lt;em&gt;Juanxote&lt;/em&gt;, que já encarnava &lt;em&gt;Dom Juan&lt;/em&gt; tão logo havíamos entrado. Quanto a mim, arrumei algo para fazer na cozinha, e não demorou muito &lt;em&gt;Quixote&lt;/em&gt; me veio oferecer ajuda e companhia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Preparávamos um lanche a todos enquanto conversávamos delirantes sobre conceitos e teorias irreverentes a respeito da vida. Imaginávamos o inimaginável e nos divertíamos em nosso delírio. “Qual o seu signo?” – Perguntou. “Aquário” – respondi – “Por quê?”. Rimos. Estava entendida a sintonia. Levamos os pratos e o lanche à mesa e permanecemos com os demais conversando descontraídos. Ele, então, comentou: “quero ouvir uma piada, você conta?”. Fiquei pasmo. Outro &lt;em&gt;dèja vu&lt;/em&gt;? Olhou-me curioso e disse o quanto é interessante quando isso acontece. Fiquei pensativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Já batia a vontade de dormir e apenas o computador foi mantido ligado, tocando algumas músicas. Mais uma vez eu estava sob uma luz baixa no ambiente. A música agora era calma, não mais como em um “inferninho”.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Deitado ao meu lado estava &lt;em&gt;Dom Juan&lt;/em&gt;, devidamente acompanhado entre movimentos, toques, respiração ofegante. O que eu fazia ao lado dos dois?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Dom Quixote&lt;/em&gt; despertou com aquela situação e me viu constrangido. Estendeu o braço que ainda tinha domínio e segurou minha mão por uns instantes. Esse gesto me deu a segurança para compreender os &lt;em&gt;dejá vus&lt;/em&gt; que havia tido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Poderia ser que não houvesse um grande &lt;em&gt;Dom Juan&lt;/em&gt; a minha espera, mas a mão que segurava era de &lt;em&gt;Quixote&lt;/em&gt;, meu herói metade-perdido&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1105772844715283748?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1105772844715283748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1105772844715283748&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1105772844715283748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1105772844715283748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/02/heri-perdido.html' title='Herói Perdido'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7OEiGPkRfI/AAAAAAAAABw/HsagHWyc7-w/s72-c/picasso_quixote2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-7954873953864129155</id><published>2008-02-05T10:23:00.003-02:00</published><updated>2008-11-07T01:10:54.489-02:00</updated><title type='text'>Águas do coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165872066987312610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 152px; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7DdRmPkReI/AAAAAAAAABo/xiIwJjpsWpY/s320/Aqvarivs+x+Sagittarivs.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Verdades ou mentiras; tristezas, fantasias, alegrias, incertezas. As águas do coração apenas jorram.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Não como águas sujas e inconstantes, mas como as que correm em busca de seu destino, de água a rio no encontro com o mar - coração apaixonado. Turbulência.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eis sua fraqueza: a solidão. Por ser tão só, o rio corre e vai longe, leva tudo consigo, não pára, não admira, só corre... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A sua força, dentro em nós, provém de sabe-Deus-onde, ou de Deus mesmo, onde quer &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;que Ele se encontre nessa hora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Que as águas me lavem dos amores passados - platônicos, socráticos, sofistas. Enfim, dos inatingíveis-iguais-ilusórios&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. Que me levem para longe e me afundem, então poderei de lá outro homem emergir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-7954873953864129155?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/7954873953864129155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=7954873953864129155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7954873953864129155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/7954873953864129155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/02/guas-do-corao.html' title='Águas do coração'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7DdRmPkReI/AAAAAAAAABo/xiIwJjpsWpY/s72-c/Aqvarivs+x+Sagittarivs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-4144507664059624881</id><published>2008-01-30T23:29:00.003-02:00</published><updated>2008-11-07T01:10:54.700-02:00</updated><title type='text'>Tríplice</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7WCFWPkRhI/AAAAAAAAACA/T06nmerYgxk/s1600-h/chave.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167179175859340818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 86px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7WCFWPkRhI/AAAAAAAAACA/T06nmerYgxk/s200/chave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É um tanto complexo admitir que cada ser humano tem a chave um do coração do outro, quando nem sempre é possível utilizá-la corretamente. Veracidade. De posse duma chave qualquer (&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;não "qualquer", mas "comum", apenas, em decorrência de sua natureza universal), 1° tem-se que ter a consciência de que a possui; 2° É preciso saber o segredo da fechadura, o lado certo do encaixe; 3° O outro precisa permitir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os passos 1° e 3°, 2° e 3°, 1° e 2° combinados (em ordens quaisquer) são deficientes em si, pois falta-lhes "a tríplice". Eis a palavra: "tríplice"!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A conquista é baseada em uma "tríplice" - passos 1°, 2° e 3° - para alguma semelhante situação&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;que possa surgir. Reflita-se um instante: há barreiras aos que seguem este ordenamento? Fato é que o 3° passo não é de domínio próprio, mas já alguém possa possuir dois deles, tem meio-caminho andado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Poderia não existir o terceiro passo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na verdade, "o que vem fácil, vai fácil" - dizem&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(153,153,153)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);" &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mantenha-&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;se o 3°&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-4144507664059624881?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/4144507664059624881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=4144507664059624881&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4144507664059624881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4144507664059624881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/01/trip.html' title='Tríplice'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R7WCFWPkRhI/AAAAAAAAACA/T06nmerYgxk/s72-c/chave.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-2826626984372474726</id><published>2008-01-07T23:47:00.001-02:00</published><updated>2008-11-07T01:10:54.922-02:00</updated><title type='text'>De Dentro do Mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_JI9eWMI/AAAAAAAAAAw/J1gU8K0jklI/s1600-h/20060314005139-fantasma-de-la-opera-1.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156831737084270786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_JI9eWMI/AAAAAAAAAAw/J1gU8K0jklI/s320/20060314005139-fantasma-de-la-opera-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em meu coração há&lt;br /&gt;Uma mancha&lt;br /&gt;E um rasgo&lt;br /&gt;Feito com faca cega&lt;br /&gt;Envolta num pano&lt;br /&gt;De cetim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há uma flor&lt;br /&gt;E um traço&lt;br /&gt;Doce e amargo&lt;br /&gt;De amores errados&lt;br /&gt;E afins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu coração&lt;br /&gt;Há tristeza e esperança&lt;br /&gt;Tempestade e bonança&lt;br /&gt;E todo o tempo&lt;br /&gt;Do mundo&lt;br /&gt;Que cabe num segundo&lt;br /&gt;Antes do fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E o meu coração&lt;br /&gt;Canta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pela mancha&lt;br /&gt;Ou o rasgo&lt;br /&gt;Ou o doce&lt;br /&gt;E o amargo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pela tristeza&lt;br /&gt;Ou a esperança&lt;br /&gt;Ou a tempestade&lt;br /&gt;E a bonança&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Meu coração canta&lt;br /&gt;Pelas cores do mundo&lt;br /&gt;Quentes&lt;br /&gt;Frias&lt;br /&gt;Opacas&lt;br /&gt;Translúcidas&lt;br /&gt;Aparentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas dores&lt;br /&gt;E sorrisos&lt;br /&gt;Altruísmos&lt;br /&gt;E pensamentos&lt;br /&gt;Divergentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canta pelo que surge&lt;br /&gt;De dentro do mundo&lt;br /&gt;Desigual e imperfeito&lt;br /&gt;Completo e inconsciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-2826626984372474726?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/2826626984372474726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=2826626984372474726&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2826626984372474726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2826626984372474726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2008/01/de-dentro-do-mundo.html' title='De Dentro do Mundo'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_JI9eWMI/AAAAAAAAAAw/J1gU8K0jklI/s72-c/20060314005139-fantasma-de-la-opera-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-558524342876333014</id><published>2007-07-28T13:35:00.001-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:55.078-02:00</updated><title type='text'>As soon as your eyes meet</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_nY9eWNI/AAAAAAAAAA4/tTxH63FTDpA/s1600-h/L%C3%ADrios+1.1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156832256775313618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="200" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_nY9eWNI/AAAAAAAAAA4/tTxH63FTDpA/s200/L%C3%ADrios+1.1.JPG" width="168" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;RACHEL: It'll all change when you meet Mr. Right.You don't know, not straight away. It just feels...warm and comfortable...and you hang in there and give it a chance, before you know it you're like. "Yeah ,this is it .Must be love."&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;LUCE: I don't agree. I think you know immediately. As soon as your eyes meet. Then everything that happens from then on just proves that you have been right in that first moment. When you suddenly realise that you were incomplete before and now you are whole.'&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Imagine Me &amp;amp; You)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Por que eu sou tão apaixonado por esse trecho? Imagino que se identifica bastante com minha vida... Primeiro, pela negação. Segundo, pela intensidade da afirmação. Contradições.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Mas há o olhar. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Sempre o olhar...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-558524342876333014?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/558524342876333014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=558524342876333014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/558524342876333014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/558524342876333014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/as-soon-as-your-eyes-meet.html' title='As soon as your eyes meet'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5C_nY9eWNI/AAAAAAAAAA4/tTxH63FTDpA/s72-c/L%C3%ADrios+1.1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-2284469455250019634</id><published>2007-07-24T19:10:00.001-03:00</published><updated>2008-11-07T01:10:55.275-02:00</updated><title type='text'>Compreender é possível</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5iS6AoinyI/AAAAAAAAABI/THRj7Qg0qcM/s1600-h/pic29.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159034898453012258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5iS6AoinyI/AAAAAAAAABI/THRj7Qg0qcM/s200/pic29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5iMVwoinxI/AAAAAAAAABA/CwITc0AyJcU/s1600-h/14.2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ontem foi um dia difícil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5iMVwoinxI/AAAAAAAAABA/CwITc0AyJcU/s1600-h/14.2.JPG"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma tarde inteira no aeroporto para me despedir de alguém muito importante para mim, mas que não teve a consideração de me comunicar que não apareceria na hora que informou, ou melhor, não foi sincero o suficiente para dizer que não queria me encontrar, pela situação que está vivendo, talvez. Tudo bem, é compreensível...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Àquelas pessoas que acredito ter afinidade de alma, não desejo mal algum; antes, compreendo, pois a verdade de seu coração transparece pelos seus olhos e não por atitudes ou palavras... Por isso, ainda acredito que essa pessoa tem suas razões e, antes de qualquer motivo plausível, pensou em não me magoar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Estranho é querer não magoar já magoando, mas como diz Sto. Agostinho "&lt;em&gt;dos males, o menor&lt;/em&gt;". Não posso acreditar em intenções maléficas vindas desse coração a que me refiro. Não. Isso não condiziria com seu olhar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Às vezes a distância ajuda&lt;br /&gt;E essa tempestade um dia vai acabar"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-2284469455250019634?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/2284469455250019634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=2284469455250019634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2284469455250019634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/2284469455250019634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/compreender-possvel.html' title='Compreender é possível'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/R5iS6AoinyI/AAAAAAAAABI/THRj7Qg0qcM/s72-c/pic29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1595876356419726059</id><published>2007-07-18T18:24:00.004-03:00</published><updated>2008-12-11T01:30:32.479-02:00</updated><title type='text'>Na maca do tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ainda desejo entender melhor o ser humano... Não o conhecimento pleno de todas as coisas ligadas a este ser infinitamente complexo, pois como diz Clarice Linspector "&lt;em&gt;O bom é ser inteligente e não entender. (...) Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.&lt;/em&gt;" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O que desejo é compreender a loucura das pessoas - também a minha - quando querem algo e conseguem e se alegram e, logo em seguida, deixam para trás. Troféu, pano, pó. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É isso que almejo entender, mas não consigo! Acho que porque a vida (digo, a minha) é mesmo como o vento: muda a todo instante de direção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Penso que às vezes perdemos oportunidades, sonhos, pessoas, e frenquentemente nos frustramos por isso... Mas pessoas, sonhos e oportunidades sempre retornam, mesmo que não seja da maneira como esperamos. Aliás, "&lt;em&gt;pessoas vão e voltam, mas não se perde aquilo que nunca se teve&lt;/em&gt;", ouvi em uma canção... Acredito que pensar assim gera a cura para as feridas quando existe o diálogo constante entre o corpo, a mente, o espírito e o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;E espero minha cura n&lt;/em&gt;&lt;em&gt;a maca do tempo, c&lt;/em&gt;&lt;em&gt;onfiante, pois meu enfermeiro é&lt;/em&gt;&lt;em&gt; o amor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1595876356419726059?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1595876356419726059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1595876356419726059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1595876356419726059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1595876356419726059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/na-maca-do-tempo_18.html' title='Na maca do tempo'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3643473539045663169</id><published>2007-07-17T01:04:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:11:53.246-03:00</updated><title type='text'>Tempestade</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Trilogia Elementar - Poema III)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o vento&lt;br /&gt;Em busca&lt;br /&gt;Dos teus olhos&lt;br /&gt;Nos olhos&lt;br /&gt;De quem não sabe mentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o ar&lt;br /&gt;Por entre brechas&lt;br /&gt;E as palavras&lt;br /&gt;Entre frestas:&lt;br /&gt;Omitir? Desistir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe ir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade&lt;br /&gt;Já passou&lt;br /&gt;E levou as minhas dores&lt;br /&gt;Já passou&lt;br /&gt;E levou os meus amores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta o pano&lt;br /&gt;A estante&lt;br /&gt;O orgulho&lt;br /&gt;E o pó.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3643473539045663169?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3643473539045663169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3643473539045663169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3643473539045663169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3643473539045663169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/estante.html' title='Tempestade'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3764750510895790074</id><published>2007-07-11T12:02:00.003-03:00</published><updated>2008-06-14T01:10:17.606-03:00</updated><title type='text'>Prometeu</title><content type='html'>&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204)"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Trilogia Elementar - Poema II)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me livre&lt;br /&gt;Mas mantenha-me&lt;br /&gt;Seguro&lt;br /&gt;pois se há brechas&lt;br /&gt;Eu sigo meu caminho&lt;br /&gt;Por entre elas&lt;br /&gt;O que é próprio&lt;br /&gt;Dos filhos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204)"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade do aquariano é racional. Ela se importa com o outro, paga pedágio antes de seguir. Mas não é sempre que deseja seguir...&lt;br /&gt;Se encontra um ambiente agradável e seguro, ali permanece, em razão da sua adaptabilidade a pessoas e situações.&lt;br /&gt;Se há brechas, contudo, soprará por entre elas, como o vento faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como segurar o vento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3764750510895790074?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3764750510895790074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3764750510895790074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3764750510895790074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3764750510895790074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/aquariano.html' title='Prometeu'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-6493086475227759564</id><published>2007-07-02T23:46:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:11:27.157-03:00</updated><title type='text'>O vento</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Trilogia Elementar - Poema I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez&lt;br /&gt;O vento&lt;br /&gt;Incolor sentimento&lt;br /&gt;Provoca, seduz&lt;br /&gt;Vai embora...&lt;br /&gt;Só vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então volta&lt;br /&gt;O vento&lt;br /&gt;Impetuoso turbilhão&lt;br /&gt;Arrasta, derruba&lt;br /&gt;Paixão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca rosto e lábios&lt;br /&gt;A brisa suave&lt;br /&gt;E deixa no peito&lt;br /&gt;Agradável&lt;br /&gt;Dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-6493086475227759564?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/6493086475227759564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=6493086475227759564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6493086475227759564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6493086475227759564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/07/o-vento.html' title='O vento'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-6545112908615587978</id><published>2007-06-14T18:47:00.002-03:00</published><updated>2008-06-14T01:13:21.003-03:00</updated><title type='text'>E quando menos esperamos...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sabe aquele dia que a gente acorda pensando "ah, nada demais vai acontecer hoje..."? Pois é.. Um dia a gente acaba pagando a língua!&lt;br /&gt;Experiência própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi minha vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisa da Seleção, calça jeans, barba por fazer, tênis sujo e então... "A gente pode se ver hoje?", "Vamos lanchar depois que você sair do trabalho?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisa social, calça social. Sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acontece quando menos esperamos", dizem...&lt;br /&gt;Valha-me Santo Antônio! No seu dia?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se tu me cativas,&lt;br /&gt;teremos necessidade um do outro"&lt;br /&gt;(O Pequeno Príncipe)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-6545112908615587978?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/6545112908615587978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=6545112908615587978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6545112908615587978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6545112908615587978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/06/e-quando-menos-esperamos.html' title='E quando menos esperamos...'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1365309926854596751</id><published>2007-04-20T13:18:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:15:21.842-03:00</updated><title type='text'>Para corações distantes</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esperar é uma Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arte de sentir&lt;br /&gt;Doces dores&lt;br /&gt;Angústias agradáveis&lt;br /&gt;Saudades pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar&lt;br /&gt;É a Arte de viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1365309926854596751?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1365309926854596751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1365309926854596751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1365309926854596751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1365309926854596751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/04/para-coraes-distantes.html' title='Para corações distantes'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-4795277206057408215</id><published>2007-04-09T16:32:00.002-03:00</published><updated>2008-06-14T01:15:06.181-03:00</updated><title type='text'>Somos o que pensamos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como o Buda disse no Dhammapada: "somos o que pensamos".Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o mundo. Fale ou aja com uma mente impura e problemas te seguirão assim como a roda segue o boi que puxa a carroça. ... Fale ou aja com uma mente pura e a felicidade vai te seguir como sua sombra, imperturbável. Felicidade e tristeza dependem de nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sharon Salzberg, em "Lovingkindness".Tricycle's Daily Dharma, 22 de novembro, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-4795277206057408215?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/4795277206057408215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=4795277206057408215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4795277206057408215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/4795277206057408215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/04/somos-o-que-pensamos.html' title='Somos o que pensamos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-1358309405048038053</id><published>2007-03-28T21:47:00.002-03:00</published><updated>2008-06-14T01:23:40.113-03:00</updated><title type='text'>Passos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hoje poderia ser o primeiro dia da minha vida. Sim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há decisões a serem tomadas por um ser humano que não cabem na mente de um outro animal. Admiro os animais selvagens que vivem da 'providência' e são felizes por viverem assim. Eu, por outro lado, racionalizo tudo e não vejo muito sentido no mundo, a não ser pela fé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se desracionalizada a fé se torna, abre-se o mundo do mistério; o obscuro. É nesse momento que a interiorização profunda em busca do próprio &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; se transforma em um caminho novo a ser desvendado, com suas maravilhas e seus medos; suas conquistas e exitações; e constantes indagações... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hoje, comecei o meu caminho, a passos ora lentos, ora largos... Mas sempre caminhando. Esse é o real sentido da existência humana: o Caminhar. Não há nada fora dele, antes dele, atrás dele, acima ou abaixo. O Caminhar é a busca e o próprio sentido. O encontro consigo mesmo está ao longo percurso e não ao seu fim, pois o fim é a certeza da descoberta de si e a prontidão para um novo começo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hoje, ponho-me a caminhar para que o encontro com e no caminho me conduza ao seu fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;O Recomeço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-1358309405048038053?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/1358309405048038053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=1358309405048038053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1358309405048038053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/1358309405048038053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/03/passos.html' title='Passos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-6818406444327161065</id><published>2007-03-27T16:44:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:17:39.086-03:00</updated><title type='text'>Último Grão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Isabella Taviani&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Composição: Isabella Taviani&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demora agora&lt;br /&gt;Há tanto pra gente conversar&lt;br /&gt;Eu desejo e vejo a rua, você a atravessar&lt;br /&gt;E os teus passos largos já não me incomodam&lt;br /&gt;Não te acompanho mais, caminho do meu modo&lt;br /&gt;Teus olhos turvos e poucos sinceros&lt;br /&gt;Não me atormentam quanto mais eu enxergo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e você, podia ser&lt;br /&gt;Mas o vento mudou a direção&lt;br /&gt;Eu e você e essa canção&lt;br /&gt;Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá na minha frente&lt;br /&gt;Não se perturbe verdade é pra falar&lt;br /&gt;Sei que vai morrer um pouco&lt;br /&gt;Mas ainda há tanto pra lembrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu sorriso lindo, indefinido&lt;br /&gt;Suas mãos tão quentes atravessando o meu vestido&lt;br /&gt;Palavras que falávamos simultaneamente&lt;br /&gt;No meu ouvido o teu discurso indecente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e você, podia ser&lt;br /&gt;Mas o vento mudou a direção&lt;br /&gt;Eu e você e essa canção&lt;br /&gt;Pra dizer adeus ao nosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o amor&lt;br /&gt;Escorre como areia entre os dedos&lt;br /&gt;Não tem explicação para tantos erros&lt;br /&gt;É melhor partir&lt;br /&gt;Antes do último grão cair&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-6818406444327161065?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/6818406444327161065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=6818406444327161065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6818406444327161065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/6818406444327161065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/03/ltimo-gro.html' title='Último Grão'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-3947037034572372436</id><published>2007-03-24T22:35:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:32:24.573-03:00</updated><title type='text'>Karma e Dharma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma vez aprendi com alguns espíritos que o ser humano segue a cada vida buscando o resgate de seu karma (dívida adiquirida), por meio de seu dharma (caminho que se deve trilhar para alcançar tal resgate).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não soube claramente a respeito nem da minha dívida, nem do meu caminho a seguir, nem o significado correto dessas duas palavras. Eles não me falaram, e talvez eu não tenha mais essa chance de descobrir. Talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misteriosamente (nem tanto), intuí hoje meu karma e meu dharma. Acho que porque, como escrevi na última postagem, "a ficha caiu" sobre um último relacionamento não-concretizado. Explico: uma história que sempre se repete na vida deve querer dizer algo. Seria ingenuidade achar que não... Afinal, todo ser humano sabe que a experiência ensina mais cedo ou mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Havia colocado há poucas horas uma reflexão no meu Skype "will I find salvation in the arms of love? I don't think so..." (encontrarei salvação nos braços do amor? Acho que não...), e como ela fez sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, tudo bem... Meu dharma então seria ajudar todas as pessoas que viessem a mim em busca de conselhos sobre sua vida amorosa. Em contrapartida, por escolha minha antes de reencarnar, não teria sorte no amor. Nunca estaria, até concretizado o resgate, "nos braços do amor", seguro. Enquanto ao meu karma, não tenho certeza ainda, mas talvez em outra vida tenha feito alguma(s) pessoa(s) sofrer(em) por minha falta de amor, desprezo, algo assim. E também devo ter sido rico, em vista da minha péssima atual situação financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso, eu lembro que a pouco dias atrás pedi a uma das minhas entidades que me mostrasse em sonho algo que esclarecesse minha vida passada. Lembro que sonhei com uma pessoa com quem estava saindo, e neste sonho ela trocava carícias com outro cara (pareciam felizes). Havia também, em outro momento do sonho, um amigo seu que nunca conversei, pois só o havia visto em fotos, e que discursava sobre a efemeridade das coisas e a confiança na força mais poderosa que existe dentro de nós mesmos (alguns chamariam Deus). Em um terceiro momento, apareceu um homem mostrando-me campos do alto de um monte; muitas terras, vastos campos agrícolas localizados em Mato Grosso do Sul... E mostrava tudo aquilo como pertencente a ele. Aquele homem, eu tinha certeza, era eu mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levar em consideração o sonho, eu realmente fui muito rico... Mas qual seria o motivo da falta de sorte no amor? A pessoa com quem estava poderia ter feito parte desse passado, por isso ela apareceu na minha vida... Ou talvez fosse um sinal do tipo "isso não vai funcionar, como todas as outras vezes". E o que realmente foi um fato nessa história toda? Quase 48 horas depois do sonho, essa pessoa terminou comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que concluir dessa minha última experiência? Bom, acredito que minha última encarnação foi recente. Fui dono de muitas terras e usei meu dinheiro de alguma forma errada, que me fez desprezar alguém (ou outros) que apenas buscava(m) meu amor. Ademais, meu sonho foi ainda mais longe. Mostrava um elemento importante para eu não sucumbir nesta vida atual: o desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu karma, segundo minha intuição, seria resgatar essa dívida, esse desprezo ao ser humano em razão da minha segurança em meus bens. Assim, meu dharma só poderia ser viver com dinheiro suado, sem sorte no amor e conceder sempre uma palavra afável àquelas pessoas que necessitassem de conselhos na área afetiva de suas vidas, não importando o quanto isso pudesse me abalar emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia isso ser verdade? Eu realmente não sei. Mas ao menos é algum tipo de explicação.&lt;br /&gt;Talvez eu me libere desse ciclo se minha alma gêmea chegar um dia a ler o que escrevo, porque, dizem, ninguém nasceu neste mundo para viver sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser que assim tenha escolhido, digo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-3947037034572372436?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/3947037034572372436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=3947037034572372436&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3947037034572372436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/3947037034572372436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/03/karma-e-dharma.html' title='Karma e Dharma'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-973899969962767052</id><published>2007-03-23T13:00:00.004-03:00</published><updated>2008-06-14T01:28:11.861-03:00</updated><title type='text'>Um dia a ficha cai!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pois é, pois é... Um dia a ficha cai! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eu estava aqui pensando nos últimos acontecimentos e percebi que estive muito tranquilo para quem acabou de ver um possível amor se esvaindo por entre os dedos... Mas acho que agora a ficha caiu. Três dias de choros espaçados e pouca consideração comigo mesmo levaram-me à morte e ressureição para uma nova maneira de encarar a vida. E já era tempo... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eu sou desassossegado. Completamente. E o Aquilo-que-chamam-Deus sabe dessa inquietude. Afinal, para que ficar calado? O silêncio nunca me protegeu de nada mesmo... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Aquilo-que-chamam-Deus é muito estranho. Age de maneira estranha... Então acho que é melhor nem me preocupar muito como Ele age, não é?! É, é sim. Melhor ignorar como sou ignorado também. Enfim... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sabe o que achei interessante? Eu que sempre vivi mais do passado, pensando no futuro e esquecendo do presente, estava justamente vivendo mais o presente que qualquer outra coisa. Pois é, pois é... Mas nem todo mundo experiencia isso. Bom, quem vive de passado não tem futuro; e eu não pretendo viver assim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não posso querer ser amigo de alguém que elegi para ser mais que isso. Não agora. Depois... Talvez dê certo. Acho que as pessoas buscam nas outras coisas que remetem à perfeição. E quando encontram não querem mais! As pessoas são loucas? Não... São instáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Então, já tentei de tudo: já fui romântico e já não fui romântico; já fui atencioso e já não fui atencioso. Nada deu certo. E agora? Vou fazer o quê? Sentar e esperar? Bom, se as coisas não vêm porque as busco, só podem então cair do céu. Se não for isso, também não sei. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ótimo. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vivo um dia de cada vez. Pelo menos tento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-973899969962767052?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/973899969962767052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=973899969962767052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/973899969962767052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/973899969962767052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/03/um-dia-ficha-cai.html' title='Um dia a ficha cai!'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-227430371170760188</id><published>2007-03-22T23:17:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:33:21.723-03:00</updated><title type='text'>Sobre feijões, afetos e (des)sentimentos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cuidei de um feijão&lt;br /&gt;Com atenção e carinho.&lt;br /&gt;Água em algodão!&lt;br /&gt;Mas quis o silêncio&lt;br /&gt;Ficou sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele no silêncio dele&lt;br /&gt;Eu recolhido ao meu&lt;br /&gt;E os dois&lt;br /&gt;Nesse não-diálogo&lt;br /&gt;Carente das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei dias esperando&lt;br /&gt;Uma reação,&lt;br /&gt;Uma ameaça de mudança&lt;br /&gt;Daquele estado estático das coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o feijão que não brotava&lt;br /&gt;Era minha própria alma&lt;br /&gt;Regada de nutrientes,&lt;br /&gt;Ingrata em seus sentidos&lt;br /&gt;Enrugada, esbranquiçada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Basta,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou lançá-lo fora!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E um ramo surgiu&lt;br /&gt;Diante dos meus olhos&lt;br /&gt;Fazendo todo o sentido!&lt;br /&gt;Enquanto o grão morria&lt;br /&gt;Silencioso perante meus gritos&lt;br /&gt;Nascia uma vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só a dele&lt;br /&gt;Mas a minha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-227430371170760188?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/227430371170760188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5401468272301255503&amp;postID=227430371170760188&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/227430371170760188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5401468272301255503/posts/default/227430371170760188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petrusivus.blogspot.com/2007/03/sobre-feijes-afetos-e-dessentimentos.html' title='Sobre feijões, afetos e (des)sentimentos'/><author><name>Pєtєя Livє</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16985239062644768622</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_CdPYpw5Pcpg/TBOetueC5SI/AAAAAAAAAdo/Z13bHnQf3Jo/S220/Eu+safado2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5401468272301255503.post-5490268766377851869</id><published>2007-03-22T18:54:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T01:33:30.476-03:00</updated><title type='text'>Evoluir</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Gostar de alguém não acontece em razão somente das qualidades, mas "apesar dos defeitos...".&lt;br /&gt;Se não atingi tal ponto, gosto só de mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5401468272301255503-5490268766377851869?l=petrusivus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petrusivus.blogspot.com/feeds/5490268766377851869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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