Ainda desejo entender melhor o ser humano... Não o conhecimento pleno de todas as coisas ligadas a este ser infinitamente complexo, pois como diz Clarice Linspector "O bom é ser inteligente e não entender. (...) Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
O que desejo é compreender a loucura das pessoas - também a minha - quando querem algo e conseguem e se alegram e, logo em seguida, deixam para trás. Troféu, pano, pó.
É isso que almejo entender, mas não consigo! Acho que porque a vida (digo, a minha) é mesmo como o vento: muda a todo instante de direção.
Penso que às vezes perdemos oportunidades, sonhos, pessoas, e frenquentemente nos frustramos por isso... Mas pessoas, sonhos e oportunidades sempre retornam, mesmo que não seja da maneira como esperamos. Aliás, "pessoas vão e voltam, mas não se perde aquilo que nunca se teve", ouvi em uma canção... Acredito que pensar assim gera a cura para as feridas quando existe o diálogo constante entre o corpo, a mente, o espírito e o tempo.
E espero minha cura na maca do tempo, confiante, pois meu enfermeiro é o amor.