Uma vez aprendi com alguns espíritos que o ser humano segue a cada vida buscando o resgate de seu karma (dívida adiquirida), por meio de seu dharma (caminho que se deve trilhar para alcançar tal resgate).
Na verdade, não soube claramente a respeito nem da minha dívida, nem do meu caminho a seguir, nem o significado correto dessas duas palavras. Eles não me falaram, e talvez eu não tenha mais essa chance de descobrir. Talvez...
Misteriosamente (nem tanto), intuí hoje meu karma e meu dharma. Acho que porque, como escrevi na última postagem, "a ficha caiu" sobre um último relacionamento não-concretizado. Explico: uma história que sempre se repete na vida deve querer dizer algo. Seria ingenuidade achar que não... Afinal, todo ser humano sabe que a experiência ensina mais cedo ou mais tarde.
Havia colocado há poucas horas uma reflexão no meu Skype "will I find salvation in the arms of love? I don't think so..." (encontrarei salvação nos braços do amor? Acho que não...), e como ela fez sentido!
Tudo bem, tudo bem... Meu dharma então seria ajudar todas as pessoas que viessem a mim em busca de conselhos sobre sua vida amorosa. Em contrapartida, por escolha minha antes de reencarnar, não teria sorte no amor. Nunca estaria, até concretizado o resgate, "nos braços do amor", seguro. Enquanto ao meu karma, não tenho certeza ainda, mas talvez em outra vida tenha feito alguma(s) pessoa(s) sofrer(em) por minha falta de amor, desprezo, algo assim. E também devo ter sido rico, em vista da minha péssima atual situação financeira.
Falando nisso, eu lembro que a pouco dias atrás pedi a uma das minhas entidades que me mostrasse em sonho algo que esclarecesse minha vida passada. Lembro que sonhei com uma pessoa com quem estava saindo, e neste sonho ela trocava carícias com outro cara (pareciam felizes). Havia também, em outro momento do sonho, um amigo seu que nunca conversei, pois só o havia visto em fotos, e que discursava sobre a efemeridade das coisas e a confiança na força mais poderosa que existe dentro de nós mesmos (alguns chamariam Deus). Em um terceiro momento, apareceu um homem mostrando-me campos do alto de um monte; muitas terras, vastos campos agrícolas localizados em Mato Grosso do Sul... E mostrava tudo aquilo como pertencente a ele. Aquele homem, eu tinha certeza, era eu mesmo!
Se levar em consideração o sonho, eu realmente fui muito rico... Mas qual seria o motivo da falta de sorte no amor? A pessoa com quem estava poderia ter feito parte desse passado, por isso ela apareceu na minha vida... Ou talvez fosse um sinal do tipo "isso não vai funcionar, como todas as outras vezes". E o que realmente foi um fato nessa história toda? Quase 48 horas depois do sonho, essa pessoa terminou comigo.
O que concluir dessa minha última experiência? Bom, acredito que minha última encarnação foi recente. Fui dono de muitas terras e usei meu dinheiro de alguma forma errada, que me fez desprezar alguém (ou outros) que apenas buscava(m) meu amor. Ademais, meu sonho foi ainda mais longe. Mostrava um elemento importante para eu não sucumbir nesta vida atual: o desapego.
Meu karma, segundo minha intuição, seria resgatar essa dívida, esse desprezo ao ser humano em razão da minha segurança em meus bens. Assim, meu dharma só poderia ser viver com dinheiro suado, sem sorte no amor e conceder sempre uma palavra afável àquelas pessoas que necessitassem de conselhos na área afetiva de suas vidas, não importando o quanto isso pudesse me abalar emocionalmente.
Poderia isso ser verdade? Eu realmente não sei. Mas ao menos é algum tipo de explicação.
Talvez eu me libere desse ciclo se minha alma gêmea chegar um dia a ler o que escrevo, porque, dizem, ninguém nasceu neste mundo para viver sozinho...
A não ser que assim tenha escolhido, digo.