quarta-feira, 28 de março de 2007

Passos

Hoje poderia ser o primeiro dia da minha vida. Sim.

Há decisões a serem tomadas por um ser humano que não cabem na mente de um outro animal. Admiro os animais selvagens que vivem da 'providência' e são felizes por viverem assim. Eu, por outro lado, racionalizo tudo e não vejo muito sentido no mundo, a não ser pela fé.

Se desracionalizada a fé se torna, abre-se o mundo do mistério; o obscuro. É nesse momento que a interiorização profunda em busca do próprio eu se transforma em um caminho novo a ser desvendado, com suas maravilhas e seus medos; suas conquistas e exitações; e constantes indagações...

Hoje, comecei o meu caminho, a passos ora lentos, ora largos... Mas sempre caminhando. Esse é o real sentido da existência humana: o Caminhar. Não há nada fora dele, antes dele, atrás dele, acima ou abaixo. O Caminhar é a busca e o próprio sentido. O encontro consigo mesmo está ao longo percurso e não ao seu fim, pois o fim é a certeza da descoberta de si e a prontidão para um novo começo.

Hoje, ponho-me a caminhar para que o encontro com e no caminho me conduza ao seu fim.

O Recomeço.

terça-feira, 27 de março de 2007

Último Grão

Isabella Taviani
Composição: Isabella Taviani

Não demora agora
Há tanto pra gente conversar
Eu desejo e vejo a rua, você a atravessar
E os teus passos largos já não me incomodam
Não te acompanho mais, caminho do meu modo
Teus olhos turvos e poucos sinceros
Não me atormentam quanto mais eu enxergo

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração

Tá na minha frente
Não se perturbe verdade é pra falar
Sei que vai morrer um pouco
Mas ainda há tanto pra lembrar

O teu sorriso lindo, indefinido
Suas mãos tão quentes atravessando o meu vestido
Palavras que falávamos simultaneamente
No meu ouvido o teu discurso indecente

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso

Às vezes o amor
Escorre como areia entre os dedos
Não tem explicação para tantos erros
É melhor partir
Antes do último grão cair

sábado, 24 de março de 2007

Karma e Dharma

Uma vez aprendi com alguns espíritos que o ser humano segue a cada vida buscando o resgate de seu karma (dívida adiquirida), por meio de seu dharma (caminho que se deve trilhar para alcançar tal resgate).

Na verdade, não soube claramente a respeito nem da minha dívida, nem do meu caminho a seguir, nem o significado correto dessas duas palavras. Eles não me falaram, e talvez eu não tenha mais essa chance de descobrir. Talvez...

Misteriosamente (nem tanto), intuí hoje meu karma e meu dharma. Acho que porque, como escrevi na última postagem, "a ficha caiu" sobre um último relacionamento não-concretizado. Explico: uma história que sempre se repete na vida deve querer dizer algo. Seria ingenuidade achar que não... Afinal, todo ser humano sabe que a experiência ensina mais cedo ou mais tarde.

Havia colocado há poucas horas uma reflexão no meu Skype "will I find salvation in the arms of love? I don't think so..." (encontrarei salvação nos braços do amor? Acho que não...), e como ela fez sentido!

Tudo bem, tudo bem... Meu dharma então seria ajudar todas as pessoas que viessem a mim em busca de conselhos sobre sua vida amorosa. Em contrapartida, por escolha minha antes de reencarnar, não teria sorte no amor. Nunca estaria, até concretizado o resgate, "nos braços do amor", seguro. Enquanto ao meu karma, não tenho certeza ainda, mas talvez em outra vida tenha feito alguma(s) pessoa(s) sofrer(em) por minha falta de amor, desprezo, algo assim. E também devo ter sido rico, em vista da minha péssima atual situação financeira.

Falando nisso, eu lembro que a pouco dias atrás pedi a uma das minhas entidades que me mostrasse em sonho algo que esclarecesse minha vida passada. Lembro que sonhei com uma pessoa com quem estava saindo, e neste sonho ela trocava carícias com outro cara (pareciam felizes). Havia também, em outro momento do sonho, um amigo seu que nunca conversei, pois só o havia visto em fotos, e que discursava sobre a efemeridade das coisas e a confiança na força mais poderosa que existe dentro de nós mesmos (alguns chamariam Deus). Em um terceiro momento, apareceu um homem mostrando-me campos do alto de um monte; muitas terras, vastos campos agrícolas localizados em Mato Grosso do Sul... E mostrava tudo aquilo como pertencente a ele. Aquele homem, eu tinha certeza, era eu mesmo!

Se levar em consideração o sonho, eu realmente fui muito rico... Mas qual seria o motivo da falta de sorte no amor? A pessoa com quem estava poderia ter feito parte desse passado, por isso ela apareceu na minha vida... Ou talvez fosse um sinal do tipo "isso não vai funcionar, como todas as outras vezes". E o que realmente foi um fato nessa história toda? Quase 48 horas depois do sonho, essa pessoa terminou comigo.

O que concluir dessa minha última experiência? Bom, acredito que minha última encarnação foi recente. Fui dono de muitas terras e usei meu dinheiro de alguma forma errada, que me fez desprezar alguém (ou outros) que apenas buscava(m) meu amor. Ademais, meu sonho foi ainda mais longe. Mostrava um elemento importante para eu não sucumbir nesta vida atual: o desapego.

Meu karma, segundo minha intuição, seria resgatar essa dívida, esse desprezo ao ser humano em razão da minha segurança em meus bens. Assim, meu dharma só poderia ser viver com dinheiro suado, sem sorte no amor e conceder sempre uma palavra afável àquelas pessoas que necessitassem de conselhos na área afetiva de suas vidas, não importando o quanto isso pudesse me abalar emocionalmente.

Poderia isso ser verdade? Eu realmente não sei. Mas ao menos é algum tipo de explicação.
Talvez eu me libere desse ciclo se minha alma gêmea chegar um dia a ler o que escrevo, porque, dizem, ninguém nasceu neste mundo para viver sozinho...

A não ser que assim tenha escolhido, digo.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Um dia a ficha cai!

Pois é, pois é... Um dia a ficha cai!

Eu estava aqui pensando nos últimos acontecimentos e percebi que estive muito tranquilo para quem acabou de ver um possível amor se esvaindo por entre os dedos... Mas acho que agora a ficha caiu. Três dias de choros espaçados e pouca consideração comigo mesmo levaram-me à morte e ressureição para uma nova maneira de encarar a vida. E já era tempo...

Eu sou desassossegado. Completamente. E o Aquilo-que-chamam-Deus sabe dessa inquietude. Afinal, para que ficar calado? O silêncio nunca me protegeu de nada mesmo...

O Aquilo-que-chamam-Deus é muito estranho. Age de maneira estranha... Então acho que é melhor nem me preocupar muito como Ele age, não é?! É, é sim. Melhor ignorar como sou ignorado também. Enfim...

Sabe o que achei interessante? Eu que sempre vivi mais do passado, pensando no futuro e esquecendo do presente, estava justamente vivendo mais o presente que qualquer outra coisa. Pois é, pois é... Mas nem todo mundo experiencia isso. Bom, quem vive de passado não tem futuro; e eu não pretendo viver assim.

Não posso querer ser amigo de alguém que elegi para ser mais que isso. Não agora. Depois... Talvez dê certo. Acho que as pessoas buscam nas outras coisas que remetem à perfeição. E quando encontram não querem mais! As pessoas são loucas? Não... São instáveis.

Então, já tentei de tudo: já fui romântico e já não fui romântico; já fui atencioso e já não fui atencioso. Nada deu certo. E agora? Vou fazer o quê? Sentar e esperar? Bom, se as coisas não vêm porque as busco, só podem então cair do céu. Se não for isso, também não sei. Ótimo. Vivo um dia de cada vez. Pelo menos tento.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Evoluir

Gostar de alguém não acontece em razão somente das qualidades, mas "apesar dos defeitos...".
Se não atingi tal ponto, gosto só de mim.