Pois é, pois é... Um dia a ficha cai!
Eu estava aqui pensando nos últimos acontecimentos e percebi que estive muito tranquilo para quem acabou de ver um possível amor se esvaindo por entre os dedos... Mas acho que agora a ficha caiu. Três dias de choros espaçados e pouca consideração comigo mesmo levaram-me à morte e ressureição para uma nova maneira de encarar a vida. E já era tempo...
Eu sou desassossegado. Completamente. E o Aquilo-que-chamam-Deus sabe dessa inquietude. Afinal, para que ficar calado? O silêncio nunca me protegeu de nada mesmo...
O Aquilo-que-chamam-Deus é muito estranho. Age de maneira estranha... Então acho que é melhor nem me preocupar muito como Ele age, não é?! É, é sim. Melhor ignorar como sou ignorado também. Enfim...
Sabe o que achei interessante? Eu que sempre vivi mais do passado, pensando no futuro e esquecendo do presente, estava justamente vivendo mais o presente que qualquer outra coisa. Pois é, pois é... Mas nem todo mundo experiencia isso. Bom, quem vive de passado não tem futuro; e eu não pretendo viver assim.
Não posso querer ser amigo de alguém que elegi para ser mais que isso. Não agora. Depois... Talvez dê certo. Acho que as pessoas buscam nas outras coisas que remetem à perfeição. E quando encontram não querem mais! As pessoas são loucas? Não... São instáveis.
Então, já tentei de tudo: já fui romântico e já não fui romântico; já fui atencioso e já não fui atencioso. Nada deu certo. E agora? Vou fazer o quê? Sentar e esperar? Bom, se as coisas não vêm porque as busco, só podem então cair do céu. Se não for isso, também não sei. Ótimo. Vivo um dia de cada vez. Pelo menos tento.
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