segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Fel


Meu camarada você me deve. Eu só tenho 6 conto! Paga o lanche. Bora tomar uma depois? Tu que me deve, como te pago? Cartão? Tá, eu pago. E aí, ele tá solteiro? Disse que tá. Acredito não. Disse que gosta do muleque lá. Mentira! Não gosta e não tá solteiro, porra! Foi o que ele disse, acredito no que disse. Grande amigo você, não é? Sempre soube que gostava dele e agora dá o maior apoio pro amigo da tua mulher? Se fuder ambos, beleza? Ambos, não. Os três! Ah, pára de show, rapaz. Usa meu cartão, seu bosta, assina aí, fica com ele, gasta com tua mulher, com seu novo amigo, torra tudo! Aonde tu vai? Sumir! Espera, rapaz. O caralho! Espera, pára! Esp...

2 reflexões:

Polly Ana disse...

A - DO- RAY a quase anedota pós-moderna. Em aspectos formais, vc venceu!!! Sem diálogos, frases soltas, cortadas como seus sentimentos, estilhaços de palavras que cortam seu íntimo. Ritmo rápido como sua cabeça se mostrava fervilhando naquele momento. Vem, vem para cá, poeta, vomita neste blog tudo que ameaça te matar! Muito bom mesmo o textículo!!! Mesmo sendo mais uma situação regressiva de desconfiança, medo e solidão.

Comentador Fiel disse...

Sempre o dinheiro é a raiz de todos os problemas.