quarta-feira, 12 de março de 2008

Reflexão sobre si mesmo para evitar hábitos antigos



"O verbo 'radah' (dominar) tem suas raízes na ideologia dos reis do Oriente Antigo, que tinham a função de exercer o poder a fim de limitar a violência. Ele está associado ao ideal do bom pastor, que cuida do seu rebanho, conduzindo-o para uma boa pastagem".

Isso mesmo, fui conduzido a uma boa pastagem, como reflexo do meu caráter de jumento. Mas esta é apenas uma conseqüência da ilusão que insiste em dominar (radah) meus pensamentos: o eterno e nada produtivo. romantismo. Este acompanhado, acrescente-se, de expectativas irrealizáveis.

Três oportunidades me dei para voltar a acreditar no romantismo, acreditar que apesar das adversidades e do egoísmo, o ser humano ainda tinha jeito. Mas não tem, não! O que de melhor se podia esperar desta raça e daquele sentimento, esvaiu-se com o tempo. E acho muito difícil de se recuperar algo perdido.

Mas, espere! Como pude esquecer-me: "não se perde aquilo que nunca se teve". Exatamente! Então estou tranquilo... Preciso apenas sublimar o ocorrido.

Hora de colocar os pés no chão, senhor aquariano, e ser aquilo a que está destinado a ser: indiferente.
Seu jumento! Nhiii ron!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Águas do coração

Verdades ou mentiras; tristezas, fantasias, alegrias, incertezas. As águas do coração apenas jorram. Não como águas sujas e inconstantes, mas como as que correm em busca de seu destino, de água a rio no encontro com o mar - coração apaixonado. Turbulência.

Eis sua fraqueza: a solidão. Por ser tão só, o rio corre e vai longe, leva tudo consigo, não pára, não admira, só corre...


A sua força, dentro em nós, provém de sabe-Deus-onde, ou de Deus mesmo, onde quer que Ele se encontre nessa hora.

Que as águas me lavem dos amores passados - platônicos, socráticos, sofistas. Enfim, dos inatingíveis-iguais-ilusórios. Que me levem para longe e me afundem, então poderei de lá outro homem emergir.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Tríplice

É um tanto complexo admitir que cada ser humano tem a chave um do coração do outro, quando nem sempre é possível utilizá-la corretamente. Veracidade. De posse duma chave qualquer (não "qualquer", mas "comum", apenas, em decorrência de sua natureza universal), 1° tem-se que ter a consciência de que a possui; 2° É preciso saber o segredo da fechadura, o lado certo do encaixe; 3° O outro precisa permitir.

Os passos 1° e 3°, 2° e 3°, 1° e 2° combinados (em ordens quaisquer) são deficientes em si, pois falta-lhes "a tríplice". Eis a palavra: "tríplice"! A conquista é baseada em uma "tríplice" - passos 1°, 2° e 3° - para alguma semelhante situação que possa surgir. Reflita-se um instante: há barreiras aos que seguem este ordenamento? Fato é que o 3° passo não é de domínio próprio, mas já alguém possa possuir dois deles, tem meio-caminho andado.

Poderia não existir o terceiro passo...
Na verdade, "o que vem fácil, vai fácil" - dizem. Mantenha-se o 3°.